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Suspeito de integrar CV é preso em MG por ameaçar deputado federal

A investigação continuará até encontrarem a arma de fogo e identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem das mensagens e verificar se houve preparação para ataques contra o deputado

PorBrasília
Homem foi preso pela Polícia Federal (PF) • Divulgação / PF

A Justiça decretou a prisão preventiva de um homem apontado pela investigação como integrante do Comando Vermelho e suspeito de ameaçar um deputado federal. Gabriel Augusto Borges Nogueira teria enviado mensagens ao telefone funcional do parlamentar para cobrar dinheiro e intimidá-lo com vídeos de armas de fogo. O rapaz foi preso em Montes Claros, no norte de Minas Gerais (MG).

“As mensagens partiram de potenciais integrantes de organização criminosa e representaram ameaça não apenas à integridade física do parlamentar federal, como também ao livre exercício do mandato político”, diz um trecho da decisão.

A prisão preventiva foi determinada diante do que o juiz classificou como “notório risco à ordem pública”. A medida também busca evitar a repetição das ameaças contra o deputado e seus familiares.

Como a polícia chegou ao suspeito

A polícia chegou a Gabriel após cruzar informações dos quatro números de telefone usados nos contatos com o deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), vítima das ameaçãs. A investigação analisou registros de IMEI, dados fornecidos pelo WhatsApp, informações de antenas de telefonia e endereços de IP.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram na residência do suspeito munições de fuzil calibre 7,62 mm, de uso restrito. As armas de fogo que teriam sido exibidas nas ameaças, no entanto, não foram localizadas.

Segundo a investigação, Gabriel também operava uma central de golpes e estelionato.

A decisão determina que as buscas continuem para tentar localizar uma arma compatível com as munições apreendidas. Os equipamentos eletrônicos recolhidos também deverão passar por perícia.

A investigação ainda quer identificar todos os envolvidos, esclarecer a origem das mensagens e verificar se houve preparação para ataques contra o deputado, seus familiares ou pessoas próximas.

Deputado pediu escolta pela segunda vez

Amom Mandel solicitou pela segunda vez ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e à Polícia Legislativa que fosse disponibilizada escolta para sua proteção.

O primeiro pedido ocorreu em janeiro de 2024, quando o deputado denunciou à Polícia Federal um dossiê que apontava uma suposta relação entre o Comando Vermelho, políticos e integrantes da cúpula da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Na ocasião, ele também passou a receber mensagens com intimidações.

Na nova solicitação, o parlamentar afirmou que as ameaças não eram manifestações genéricas ou ofensivas, mas faziam parte de “um padrão reiterado e progressivamente mais grave”.

O documento também aponta que dados pessoais do deputado, incluindo endereços, teriam sido utilizados pelos autores das ameaças. Para a defesa, isso pode indicar um possível monitoramento prévio e o mapeamento da rotina do parlamentar.

“A divulgação dessas informações, associada ao teor das ameaças e à exibição de armamento, agrava substancialmente o cenário, configurando risco real, atual e potencialmente iminente à integridade física, não apenas deste signatário, mas também de seus familiares e pessoas próximas”, afirma a solicitação.

Hugo Motta autorizou a escolta, mas a proteção foi concedida por apenas 15 dias e não foi renovada. Segundo o parlamentar, a justificativa apresentada foi relacionada a problemas logísticos.

Procurado, Amom Mandel não quis comentar as investigações. O deputado afirmou que adotou medidas de proteção para exercer o mandato.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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