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Tiririca ironiza derrota como candidato no Ceará: 'Acho que brinquei muito'

Ao longo dos últimos 16 anos, o parlamentar e humorista passou de 1,3 milhão de votos, obtidos em sua primeira eleição, em 2010, para 5.536 votos neste último domingo (4)

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O deputado, que mudou de domicílio eleitoral, não conseguiu se reeleger neste pleito. • Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados.

O deputado federal e humorista Tiririca (PSD) se pronunciou, pela primeira vez, após não conseguir se reeleger para a Câmara Federal na votação do último domingo (4). Depois de ser o deputado mais votado em 2010, com mais de 1,3 milhão de votos em São Paulo, e ser reconduzido ao cargo mais três vezes pelo estado, ele decidiu mudar de partido e se transferir para o Ceará, sua terra natal.

Nesta quinta-feira (8), o humorista publicou um vídeo nas redes sociais falando sobre a derrota nas urnas. No material, Tiririca ironiza a situação ao dizer que "política no Ceará é algo muito sério" e que acha que "brincou demais" e, por isso, não foi reeleito.

Na publicação, Tiririca ainda faz repetidamente um gesto com as mãos, movimento normalmente usado para se referir a dinheiro. No vídeo, no entanto, ele argumenta que o movimento é um "tique" adquirido durante a campanha eleitoral.

 

O humorista nasceu no município de Itapipoca, no litoral oeste do Ceará. Ele ficou famoso na década de 1990 por meio da música "Florentina" e de participações em programas de televisão. Antes disso, o deputado também passou pelo circo.

Em 2010, quando se elegeu, o deputado usava a campanha eleitoral para ironizar os próprios políticos por meio do slogan: "Pior que tá não fica".

Tiririca chegou a ser acusado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de apresentar uma declaração falsa de alfabetização e precisou fazer um teste de leitura e ditado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

No Legislativo, grande parte de seus projetos estava relacionada ao circo e à atuação circense. O de maior destaque foi a proposta que alterava a Lei Rouanet de incentivo à cultura para reconhecer a atividade circense como manifestação cultural nacional. O texto, no entanto, foi arquivado pelo Senado.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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