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Simões explica motivo de não usar imagem de Zema em sua campanha ao governo de MG

Em entrevista exclusiva à Itatiaia, Simões ainda explicou sobre o afastamento de Ronaldo Caiado e o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto

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Mateus Simões (PSD)
Mateus Simões (PSD) • Itatiaia

O governador Mateus Simões (PSD) afirmou, nesta quinta-feira (1º), que não utilizou mais a imagem de Romeu Zema (Novo) em sua campanha à reeleição por uma questão judicial. A declaração foi dada durante entrevista exclusiva à Itatiaia, quando foi questionado sobre a ausência do ex-governador durante sua campanha, a relação com Ronaldo Caiado (PSD) e o apoio declarado ao senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo Simões, Zema tem se dedicado na eleição nacional, mas ressaltou que houve encontros com o ex-governador durante a campanha, e que a ausência não é um “problema”. “Quem olha pra mim sabe que eu sou o sucessor do Zema e já me enxerga como a campanha da continuidade. Eu tentei usar mais Zema na campanha, mas o Gabriel [Azevedo] judicializou e impediu que eu usasse a imagem do governador na campanha publicitária”, disse.

No início da campanha, Gabriel acionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra uma série de inserções de Simões onde dos 30 segundos da peça publicitária, pelo menos 20 foram dedicados ao ex-governador. A legislação autoriza que os apoiadores ocupem até 25% do tempo de cada programa, que seria no máximo 7,5 segundos.

“É paciência. Eu não gosto muito dessa coisa de ficar discutindo no tapetão não, mas foi a decisão do Gabriel. Eu só não uso a imagem do governador Romeu Zema em publicidade por conta de uma ação movida. Ele judicializou contra todo mundo, na verdade, acho que é um esporte que ele está praticando”, afirmou o atual governador.

Sobre o apoio de Caiado, Simões destacou que o candidato do PSD à presidência da República tinha consciência de que seu apoio seria de Zema, e que não haveria problema na relação por conta dessa decisão. “Caiado sempre disse que em Minas ele me apoia, mas sabe que não teria o meu apoio”, emendou.

Já sobre o endosso ao senador Flávio Bolsonaro (PL), declarado nos últimos debates, Simões afirmou que seu objetivo é impulsionar a campanha contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Partido dos Trabalhadores. “Eu tenho 12 anos de vida pública e em todos eles eu tive um norte: PT jamais. Sempre que a gente vê o risco do PT estar no poder, a minha posição é contra o PT”, completou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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