Itatiaia

Simões avalia relação com as forças de segurança e diz que mortes de presos são secundárias

Governador e candidato à reeleição comentou sobre a situação das forças de segurança no estado e comentou a recente alta de mortes em presídios do estado

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Mateus Simões foi o entrevistado desta segunda (17) na série de sabatinas da Itatiaia com candidatos ao Governo de Minas
Mateus Simões foi o entrevistado desta segunda (17) na série de sabatinas da Itatiaia com candidatos ao Governo de Minas • Marcello Pereira/Itaiaia

Na sabatina da Itatiaia com candidatos ao Governo de Minas, o governador Mateus Simões (PSD) falou sobre as críticas sofridas por sua gestão a partir das forças de segurança e comentou a situação da criminalidade no estado. O chefe do Executivo minimizou as críticas feitas por servidores das polícias do estado e disse que a proteção dos presos não é uma prioridade de sua gestão.

 

O governo de Romeu Zema (Novo) — de quem Simões foi vice — acumulou dois mandatos conturbados com as forças de segurança com protestos de rua exigindo materiais de trabalho e recomposição salarial. A despeito das manifestações, Mateus Simões disse que o cenário que antecede a campanha neste ano é mais tranquilo em comparação aos seis últimos períodos eleitorais e afirmou que atritos "fazem parte da relação do governo com os sindicatos".

 

“Dizer que eu estou em um momento ruim com as forças de segurança é ignorar como é todo ano eleitoral em Minas Gerais. Nós não tivemos paralisação da sua segurança esse ano. A minha relação com as forças é muito tranquila, aberta. Eu vou, eu converso, eu trato diretamente com o oficialato, diretamente com os sindicatos, nunca me furtei a sentar com eles. [...] Durante o nosso governo, eles tiveram reajuste inflacionário quatro vezes, tiveram uma vez, quando não teve reajuste, a criação de uma verba que triplicou o auxílio fardamento. Depois ,no outro ano que não teve reajuste, a gente criou o auxílio alimentação de R$ 1.000 por mês para as forças de segurança e esse ano mesmo com reajuste, nós ainda demos mais R$ 500 por mês para cada um dos membros das forças de segurança. Então as forças de segurança poderiam ganhar mais? Sim. Eu gostaria que eles ganhassem mais? Especialmente eles e os professores, sim, mas não há recurso e nós não vamos prometer o que a gente não consegue cumprir. Eu acho que as forças de segurança foram compreendendo isso”, afirmou.

 

Sobre as condições de trabalho dos policiais, Simões admitiu que a parte estrutural é uma preocupação maior com a Polícia Civil, especialmente com a reforma das unidades da corporação, mas citou a renovação total das viaturas e a compra de sete mil armas para os agentes.

 

O governador e candidato à reeleição também foi questionado sobre a situação da criminalidade no estado. O número de mortes em presídios do estado triplicou entre  2021 e 2025, de acordo com dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A situação foi analisada por Simões como um ponto secundário nas atenções do governo. 

 

“Me preocupo com o presídio para que meu policial penal tenha boas condições de trabalho. Minha preocupação com o preso é secundária, não é que ela não existe, mas ela é secundária. Conforto de preso não faz parte das prioridades do meu governo, meu governo tem preocupação com segurança de quem trabalha. Então eu quero construir 20 novos presídios, mas não estou preocupado com o fato de o preso estar reclamando, se ele não queria ficar lá nessas condições, bastava ele não ter praticado o crime. Ninguém está lá inocentemente. [...] Idealmente sim (o estado teria preocupação com as condições dos detentos), mas idealmente os meus alunos deveriam ter escolas melhores e hospitais melhores, estradas melhores. Depois que eu resolver esses problemas todos, eu penso se a cama do preso está confortável o suficiente para ele. Essa não é a prioridade do meu governo”, afirmou Simões.

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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