Dívida com a União é o primeiro tema do debate com candidatos ao governo de MG
O debate realizado pela Rede Bandeirantes contou com a presença dos candidatos Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT)

Críticas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) marcaram o primeiro bloco do debate eleitoral entre candidatos ao Governo de Minas Gerais realizado pela Band, na noite deste domingo (16).
De acordo com o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que abriu o bloco, o programa de renegociação da dívida de Minas com a União foi “uma agressão” ao estado.
“Nós vamos a Brasília, por isso não estamos pendurados a presidente da República. Quem colocou na goela e quem aceitou na goela estão fazendo um estado, em cinco anos, absolutamente ingovernável”, pontuou.
Cleitinho Azevedo (Republicanos), por sua vez, afirmou que a solução é baseada no diálogo. “Se eu estou devendo uma pessoa não tem como eu brigar com ela. O que precisamos é diálogo. Temos que rever cada empresa (que teve isenção fiscal). Cabe a nós ter coragem para aumentar a nossa receita. Qualquer candidato que falar que em quatro anos vai pagar essa dívida vai estar mentindo. No primeiro dia de janeiro estarei sentado lá (em Brasília) para negociar essa dívida”, declarou.
Flávio Roscoe (PL) disse que é preciso levar a bancada federal para Brasília para rediscutir a dívida e propõe aumentar a arrecadação e a produtividade do estado para ampliar a receita. “Utilizar tecnologia, instrumentos como inteligência artificial estão à disposição”, pontuou.
O ex-presidente da Câmara de BH Gabriel Azevedo (MDB) lembrou que o estado de Minas Gerais admitiu uma dívida de R$ 200 bilhões com a União. “Minas escolheu: vamos pagar a dívida, mas sem pagar juros. Mas para isso, temos que fazer o dever de casa, que é não gastar mais do que arrecada”, afirmou. Gabriel ainda prometeu rever os subsídios a empresas mineiras.
Por fim, o governador Mateus Simões (PSD) afirmou que, em Minas, “se paga o que deve”. “Hoje, a dívida está dentro do que o caixa do estado aguenta, mas com muito sofrimento. O primeiro passo é ir a Brasília para dizer ao presidente que se ele quer receber pelo menos gaste em Minas o que está recebendo”, propôs.
O debate realizado pela Rede Bandeirantes contou com a presença dos candidatos Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT).
Candidato do PT, o deputado Patrus Ananias informou na sexta-feira (14) que não poderia participar do debate. O petista justificou que não poderá estar presente por ter assumido o compromisso de estar em São Paulo no lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.


