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Segundo bloco do debate da Globo tem embates sobre IPVA, saúde, educação e dívida de Minas

Cleitinho e Roscoe discutiram identidade política e redução de impostos; Kalil confrontou Simões sobre hospitais regionais e Gabriel questionou dados da educação

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G1/ Globo

O segundo bloco do debate da Globo entre os candidatos ao Governo de Minas, nesta terça-feira (29), foi marcado por confrontos sobre redução de impostos, dívida do estado, saúde e educação, além de trocas de críticas entre adversários.

Em uma das discussões mais acaloradas, Cleitinho Azevedo (Republicanos) questionou Flávio Roscoe (PL) sobre declarações do adversário de que ele não seria um candidato de direita. O senador lembrou que os dois chegaram a discutir uma possível composição eleitoral antes da campanha. 

Roscoe respondeu que sempre teve divergências com posições defendidas por Cleitinho e disse que suas próprias bandeiras incluem liberdade econômica, valorização da família e pautas relacionadas ao aborto. Também disse que não fez alianças que contrariassem os princípios que associa à direita. 

A discussão avançou para a proposta de Cleitinho de reduzir o IPVA, em que o candidato apontou que Roscoe seria contra. O candidato do PL rebateu sim ser favorável à diminuição de impostos, mas argumentou que é necessário indicar como a perda de arrecadação será compensada, inclusive porque parte da receita do tributo pertence aos municípios. 

Cleitinho reafirmou que pretende reduzir o imposto. “Eu sou de direita, mas meu coração é para todos”, e acrescentou dizendo que um governador precisa administrar para eleitores de diferentes posições políticas. 

Kalil e Roscoe trocam acusações sobre gestão

Roscoe escolheu Alexandre Kalil (PDT) para discutir a dívida estadual e perguntou como o ex-prefeito conciliaria o pagamento das obrigações de Minas com demandas de saúde, segurança e outras áreas sociais. Também citou questões de gestão financeira de Kalil. 

Kalil reagiu citando sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte, disse que deixou recursos em caixa e voltou a questionar benefícios fiscais concedidos pelo estado.

O ex-prefeito também criticou promessas feitas durante o debate, acrescentando que sem uma renegociação da dívida mineira, não será possível ampliar gastos em diferentes áreas. “Se nós não arrumarmos a dívida, nós não vamos fazer nada”, disse. 

Hospitais regionais colocam Kalil e Simões frente a frente

Na sequência, Kalil questionou Mateus Simões (PSD) sobre hospitais regionais financiados com recursos provenientes do acordo com a Vale e criticou o ritmo de funcionamento das unidades.

Simões rebateu dizendo que unidades já começaram a receber pacientes e que o hospital de Governador Valadares estaria próximo da conclusão. Também citou projetos para novas unidades em Belo Horizonte, Montes Claros e Unaí. 

Kalil respondeu que a discussão não deveria se limitar à construção física dos hospitais. “Hospital é gente. Hospital não adianta colocar parede de pedra. O que custa em hospital é gente”, apontou. 

Simões, por sua vez, citou a ampliação das cirurgias eletivas e a entrega de unidades básicas de saúde como resultados da atual gestão. 

Educação vira alvo de divergência entre Simões e Gabriel

No último confronto do bloco, Simões questionou Gabriel Azevedo (MDB) sobre propostas para a educação.

Gabriel destacou medidas adotadas durante sua passagem pela Câmara Municipal de Belo Horizonte, como o passe livre para estudantes e a inclusão de temas como educação financeira e cidadania no contraturno escolar.

O candidato também disse que pretende ampliar o ensino integral em Minas e criticou o desempenho do estado nesse indicador. 

Simões contestou os números apresentados por Gabriel e declarou que Minas passou de cerca de 70 para 700 escolas de tempo integral, além de ampliar o número de matrículas. O governador também citou reformas e climatização de escolas. 

Gabriel defendeu ainda reforço escolar durante o processo de aprendizagem, formação continuada de professores e maior integração entre escolas, famílias e serviços de assistência social. 

 

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Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público

 

 

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