Romeu Zema reafirma desejo de privatizar a Petrobras caso seja eleito
Ex-governador de Minas Gerais fala também sobre demora em processo com a Copasa

O candidato à presidência, Romeu Zema, voltou a demonstrar o desejo em privatizar a Petrobras, caso seja eleito. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews. O ex-governador de Minas Gerais citou superficialmente o trabalho feito no estado, com a venda de mais de 100 empresas.
'Primeiro quero privatizar tudo, a começar pela Petrobras. Como eu disse agora há pouco, eu privatizei e vendi participação de 118 empresas em Minas Gerais. A última delas há 90, 120 dias atrás que foi a Copasa, que é a companhia de saneamento. Ficou faltando uma, a companhia de energia que é a Cemig, que é a maior junto com a Copasa. Mas o governo federal, da mesma maneira que o governo do estado que eu administrei, tem participação minoritária em inúmeras empresas. Em Minas Gerais eu vendi isso tudo'.
Demora com a Copasa?
Zema foi questionado sobre a demora para conseguir a privatização da Copasa, além de não ter conseguido o mesmo com a Cemig, as duas principais empresas do estado. Além disso, o ex-governador havia afirmado que privatizaria a Petrobras ainda em 2027, primeiro ano de mandato do futuro presidente.
O candidato afirmou que não tinha experiência política quando entrou pela primeira vez como governador de Minas Gerais.
'Quando eu assumi em 2019, qual era o meu capital político? Zero. Eu nunca tinha sido prefeito. Deputado, fui candidato pela primeira vez, sabe, em 2019. Eu assumi um estado falido, arruinado. O meu primeiro governo foi para consertar Minas, e no segundo é que nós fizemos os avanços'.
Zema afirma que caso eleito, estará muito mais bem preparado do que estava há oito anos, quando foi eleito pela primeira vez.
'Agora, sendo eleito presidente do Brasil, eu vou assumir com o capital político. Hoje eu tenho no meu histórico a gestão privada, que eu criei uma empresa que está lá funcionando, gerando mais de 5 mil empregos diretos, e tenho também o meu governo no estado onde eu nasci, que criou mais de um milhão de empregos, e tem uma situação econômica hoje. Muito melhor do que aquela de 8 anos atrás, quando eu assumi. Eu tive o apoio do Legislativo, pra mim foi uma curva de aprendizado, e eu vou chegar em Brasília muito mais bem preparado'.
Formado em jornalismo na PUC Minas. Tem passagens no ge.globo e como setorista do Atlético no Lance! Cobriu uma final de Libertadores e uma edição de Jogos Paralímpicos, além do dia a dia de clubes de futebol.



