Renan Santos critica proteção ao varejo e defende medidas estruturais para economia
Em sabatina do Jornal O Globo, candidato à Presidência da República defende ajuste fiscal, redução dos juros e investimentos em infraestrutura

O candidato à Presidência da República em 2026, Renan Santos (Missão), criticou pedidos de proteção feitos pelo setor varejista e defendeu medidas estruturais para reduzir os custos de produção no Brasil. Durante sabatina do Jornal O Globo, nesta quinta-feira (27), ele citou ajuste fiscal, redução dos juros e investimentos em infraestrutura como medidas necessárias para enfrentar problemas econômicos do país.
Santos afirmou que reconhece os efeitos da desindustrialização brasileira e a crise enfrentada pelo varejo, mas disse que medidas pontuais para proteger determinados setores não resolvem os problemas estruturais da economia.
“Se a gente não ataca problemas estruturais, não adianta ficar me pedindo defesas pontuais”, afirmou.
Crítica ao protecionismo
O candidato citou como exemplo os pedidos do varejo por proteção contra produtos importados, especialmente roupas e eletrônicos. Para ele, a discussão deveria se concentrar em medidas capazes de melhorar as condições gerais para empresas e consumidores.
“Não adianta o setor do varejo falar: ‘Me proteja nas blusinhas e me proteja no eletrônico’. Quando eu falo: então vamos todo mundo agora lutar, por exemplo, por um ajuste fiscal profundo”, declarou.
Segundo Renan, o ajuste fiscal poderia contribuir para a redução dos juros e ampliar a capacidade de investimento do Estado em áreas como rodovias e energia, com impacto sobre os custos das empresas.
O candidato também criticou o que considera uma atuação individualista do empresariado brasileiro. “Todo mundo só olha pro próprio interesse local, do seu setor, e não quer saber dos interesses estruturantes”, afirmou.
Produtos importados
Santos também argumentou que medidas de proteção aos produtos nacionais podem prejudicar consumidores que buscam alternativas mais baratas no mercado internacional. Ele citou roupas e eletrônicos chineses como exemplos.
“A capacidade de consumo do Brasil está completamente depreciada. A moça não consegue comprar a tal da blusinha, não consegue ir na Shein comprar uma roupa, porque, se ela for comprar aqui, vai estar caro”, afirmou.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



