Reginaldo Lopes nega impacto de rejeição a Messias em possível candidatura de Pacheco em MG
Deputado federal garantiu que senador mineiro apoiou a indicação de Messias e reforçou respaldo do PT para a disputa em Minas Gerais

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) negou, nesta sexta-feira (1°), que a rejeição do nome de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) tenha impacto na articulação para lançar o nome de Rodrigo Pacheco (PSB) ao governo de Minas Gerais.
Em entrevista à Itatiaia, o autor da PEC 221/2019, que visa o fim da escala 6x1, garantiu que Pacheco apoiou a indicação de Messias ao STF e reforçou que o ex-presidente do Senado tem o respaldo do PT para as eleições de 2026.
"Ele apoiou o Jorge Messias, ele esteve lá na Sabatina na CCJ e então acredito que ele votou a favor da indicação do Jorge Messias e ele continua tendo a nossa total confiança para ser o nosso candidato ao governo de Minas Gerais", afirmou Reginaldo Lopes, durante ato pelo fim da escala 6x1 na Praça Raul Soares, no centro de Belo Horizonte.
Pacheco era o nome preferido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo. O parlamentar amapaense fez campanha junto a Lula para que o mineiro fosse o escolhido para o posto no STF, mas o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi o indicado.
O presidente do Senado é apontado como o orquestrador da derrota do governo na indicação de Messias. De acordo com Reginaldo Lopes, no entanto, Pacheco "sabe do papel da democracia" e deve seguir tendo o apoio do PT.
"Ele sabe do papel da democracia, ele teve ao lado da democracia, paga até uma uma conta cara em parte da sociedade por ter vinculado a democracia. Tem parte, infelizmente, da extrema direita no Brasil que rompeu com esse princípio tão fundamental de uma nação, que é a democracia, e o devido processo legal. De fato, ele tem a nossa confiança, e nós vamos continuar construindo a sua pré-candidatura", apontou o deputado.
Desde fevereiro de 2024, Lula faz apelos públicos para que Pacheco aceite concorrer ao Governo de Minas com seu apoio e, consequentemente, lhe oferecer palanque na tentativa de reeleição à Presidência da República. O senador tergiversou até os momentos finais da janela partidária, mas se filiou ao PSB no fim de março.
Embora a filiação ao partido base governista indique uma inclinação do senador para a disputa eleitoral, Pacheco nunca se declarou pré-candidato. A rejeição de Messias no Senado é mais um ingrediente nessa indefinição que promete se arrastar até agosto, quando as candidaturas devem ser oficializadas na Justiça Eleitoral.
Nuno Krause é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. Antes, foi correspondente da Itatiaia no Nordeste. Formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), acumula passagens por Bahia Notícias, Jornal A TARDE e Rádio Salvador FM.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.




