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Caso Master: maioria dos políticos citados vence as eleições 2026

A maioria dos políticos envolvidos nas investigações do Banco Master conquistou mandatos nas eleições deste domingo (4), mas alguns nomes importantes, como Ciro Nogueira (PP) e ACM Neto (União Brasil), foram derrotados

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Banco Master • Agência Brasil

A maioria dos políticos citados no caso do Banco Master venceu as Eleições 2026 neste domingo (4).

Entre os eleitos estão o senador Jaques Wagner (PT-BA) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB) e Antonio Rueda (União Brasil-RJ). Já o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PP-PI), que tentava a reeleição ao Senado, e o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil-BA), ficaram entre os derrotados.

Além dos nomes já citados, também foram reeleitos para a Câmara dos Deputados o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), Elmar Nascimento (União-BA) e Mario Frias (PL-SP).

Os vínculos dos políticos com o banco e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, têm naturezas diferentes. Eles incluem contratos de prestação de serviços, contatos pessoais e suspeitas de favorecimento investigadas pela Polícia Federal (PF). A menção a um nome nos registros não significa, por si só, que tenha cometido irregularidades, conforme ressaltam as investigações.

Na Bahia, ACM Neto (União Brasil-BA) foi superado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA), reeleito no primeiro turno. Durante a campanha, o ex-prefeito de Salvador foi cobrado por pagamentos do Master e da gestora Reag à sua empresa de consultoria. Ele afirmou que os valores eram lícitos e correspondiam a serviços efetivamente prestados.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), por sua vez, conquistou um novo mandato após ter sido alvo de buscas na Operação Compliance Zero. A PF apura se ele recebeu vantagens em troca da defesa de interesses do banco, incluindo um apartamento e transferências para uma empresa ligada à sua família. O político nega as irregularidades.

A outra vaga baiana no Senado ficou com Rui Costa (PT-BA), cujo nome apareceu até em uma proposta de delação de Vorcaro. A proposta foi rejeitada pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falta de elementos suficientes para sustentar os relatos. Rui Costa (PT-BA) nega qualquer favorecimento ao banco.

No Piauí, Ciro Nogueira (PP-PI) foi superado por Marcelo Castro (MDB-PI) e Júlio César (PSD-PI). O presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL-RJ) foi alvo de buscas em maio, sob suspeita de receber vantagens para atuar em benefício do Master. A investigação reuniu também registros de viagens que teriam sido custeadas por Vorcaro. Ciro Nogueira (PP-PI) nega irregularidades.

Na disputa pela Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) foi reeleito apesar da divulgação de mensagens com o empresário sobre encontros. Entre os diálogos estão referências a uma sociedade envolvendo um terreno em João Pessoa, na Paraíba. O presidente da Casa negou irregularidades e afirmou que a interlocução com empresários faz parte da atividade parlamentar.

Antonio Rueda (União Brasil-RJ), presidente do União Brasil, conquistou uma cadeira de deputado federal pelo Rio de Janeiro. Escritórios ligados a ele receberam pagamentos do Master. Rueda nega irregularidades, e as alegações integram a proposta de colaboração rejeitada pelas autoridades.

Outro reeleito foi Nikolas Ferreira (PL-MG), que apareceu em um áudio pedindo ajuda a Vorcaro em uma questão relacionada a um ativo de mineração de interesse de um ex-assessor. O deputado mineiro confirmou o contato, mas negou qualquer ato ilícito ou repasse financeiro entre os dois.

Elmar Nascimento (União-BA) e Mario Frias (PL-SP) também renovaram seus mandatos. Elmar foi mencionado em reportagens sobre conversas com Vorcaro. Frias aparece em registros sobre o apoio do empresário ao filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, e nega irregularidades relacionadas à produção.

O financiamento do filme "Dark Horse" também envolve Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que avançou ao segundo turno presidencial. O senador aparece em mensagens negociando recursos com Vorcaro e sustenta que solicitou patrocínio privado, sem oferecer contrapartidas. Ele nega irregularidades.

Ser citado no caso Master não impediu, portanto, a vitória de vários candidatos. Também não é possível afirmar que as revelações determinaram as derrotas de Ciro Nogueira (PP-PI) e ACM Neto (União Brasil-BA). A apuração das suspeitas segue independentemente do resultado das urnas.

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