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No lançamento da campanha, Renan Santos chama Lula de ‘bêbado’ e Flávio de ‘maldito’

O evento contou com a participação de candidatos, políticos com mandatos e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL)

Porde São Paulo
Divulgação / Missão

Com um colete à prova de balas e alegando ter sofrido ameaça de morte, o candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, lançou a campanha ao Palácio do Planalto neste domingo (16) com um ato em frente à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP). O evento contou com a participação de candidatos, políticos com mandatos e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).

Em um tom duro, no discurso, o político chamou o presidente Lula de "maldito" e "bêbado". Além disso, chamou os apoiadores que compareceram neste domingo ao ato de campanha petista no ABC de "zumbis".

“Eu vi agora zumbis no evento do Lula, um evento gigantesco, milhares e milhares de pessoas, um mar de vermelho lá no ABC. O Lula falava, a Janja cantava e ninguém nem se mexia. Eram todos os famosos pelegos pagos por eles. Ao redor do estádio que eles contrataram, ônibus e mais ônibus, ônibus que trouxeram aquelas pessoas para um evento farsesco, um evento pequeno, um evento em que as pessoas são obrigadas a ir para talvez ganhar algo no final”, disparou.

“O evento do Lula é o retrato do Brasil que nós vivemos, uma massa de pessoas tornada escrava, tornada zumbi de um governo que lhe dá migalhas para eles justamente vestirem no momento de eleição sua camisa vermelha, apertarem aquele botão com o número um e depois o número três para que o Lula permaneça no poder. Não há nada mais significativo do Brasil tornado zumbi do que aquele maldito comício organizado por aquele maldito bêbado e a sua maldita esposa naquele maldito local onde eles começaram no final dos anos 70 a escravizar a nossa nação. Porque é isso que eles entregaram, um país de joelhos, de pessoas escravizadas, mendigando Bolsa Família, mendigando um Vale Gás, mendigando uma energia elétrica”, acrescentou.

Renan chamou Flávio de "maldito" e disse que a família Bolsonaro, sem citá-los nominalmente, são responsáveis por uma parcela da sociedade ter perdido a esperança nas eleições.

“Uma nação em que as pessoas mais velhas nem sequer querem acompanhar as eleições porque elas consideram que as eleições já estão dadas. Boa parte do Brasil antipetista já acha que o Lula ganhou. Porque ele próprio tem no coração dele de que as escolhas que ele fez nos últimos anos naquela família que eu nem sequer vou citar o nome agora, deu errado. Deu errado como deu errado aquele evento em Copacabana, fingido, em que aquele candidato deles que se colocou numa foto ridícula de sunga cantava um funk no meio da praia de Copacabana. Sempre o maldito. Aliás, eles sempre reclamam do funk, dizem que eles são alta cultura, cristãos, patrióticos, mas na hora da campanha tá todo mundo no funk”, afirmou.

“Na hora da cultura, na hora da campanha, tão todos eles comprando aqueles mesmos vícios, os mesmos vícios que eles gostam de condenar. Eles são exatamente aquilo que eles criticam. Eles são o projeto de poder como fim em si mesmo. Eles não têm perspectiva de futuro. Eles não têm nada a agregar. Nós, brasileiros, não podemos, eu repito, ficar refém desses malditos. Nós não podemos aceitar isso. E tudo pode ser tão melhor. Tudo pode ser tão melhor se a gente destravar o nosso país. Já imaginaram se ao invés do maldito Flávio formos nós ao segundo turno com o contra o Lula?”, finalizou.

Renan afirmou que escolheu o Largo de São Francisco, na região central de São Paulo, por ser o local onde ele começou sua trajetória política. A faculdade de Direito da USP tem uma importância histórica na democracia brasileira.

O Largo São Francisco foi o local onde o professor Goffredo da Silva Telles Júnior leu, em 1976, a histórica Carta aos Brasileiros, que denunciava violações cometidas pela Ditadura Militar e exigia a restauração do Estado de Direito.

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Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.

 

 

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