Cleitinho diz que Zema deveria ter se preocupado mais com a dívida de Minas
De acordo com senador, relação estremecida entre o ex-chefe do Poder Executivo em Minas e o presidente Lula atrapalhou acordo

Durante o debate entre os candidatos ao Governo de Minas Gerais promovido pela Band neste domingo (16), Cleitinho Azevedo (Republicanos) fez críticas à atuação do ex-governador Romeu Zema (Novo) na renegociação da dívida do estado por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
Segundo o mineiro, natural de Divinópolis, o presidenciável errou na sua campanha para reeleição em 2022 ao fazer críticas severas e públicas à candidatura de Lula (PT). No seu entendimento, essa conduta dificultou a obtenção de um acordo mais vantajoso para os mineiros na discussão do Propag.
“Essa dívida não vem do governo Simões ou Zema. Ninguém teve vergonha na cara de resolver isso. Então, vou fazer uma crítica ao atual governo, que na reeleição dele, no lugar de preocupar com a dívida do estado foi fazer campanha a atacar o governo federal,” afirmou.
Perguntado sobre o fato de ter aprovado a iniciativa enquanto senador por Alexandre Kalil (PDT), o candidato do Republicanos classificou a medida como um “mal necessário”.
“Infelizmente, o Propag é um mal necessário. Igual um câncer, a quimioterapia é um mal necessário. Agora, temos que conversar com o governo federal, não dá para ficar brigando. Temos que acabar com as isenções fiscais em Minas Gerais. O estado não pode deixar de arrecadar nada. Um estado vivendo com dívida. O governador precisa ter coragem para rever a receita estadual, precisamos cortar gastos,” afirmou.
Cleitinho também defendeu que a fiscalização sobre os recursos de Minas seja intensa nos próximos anos, a fim de garantir a redução da dívida que asfixia as contas públicas.
“Qualquer candidato que falar que vai pagar essa dívida em quatro anos, não vai fazer isso. Agora, temos que parar de deixar roubar, fiscalizar centavo por centavo. O estado pode estar endividado, mas não está quebrado. Salário de político não atrasa. Quem paga a conta é sempre o povo. Cabe ao governador ter coragem e rever cada contrato em Minas Gerais,” disse.
Kalil, por outro lado, alertou para o quanto vê com preocupação o acordo feito a com a União. Ele destacou a busca por uma nova negociação como uma das pautas prioritárias de um início de mandato.
“Eu estudei profundamente o Propag. No final de cinco anos, só dos 2% do saldo, nós vamos entregar para o fundo de estados, R$ 10 bilhões para distribuir para o Piauí, para o Rio, São Paulo. Em cinco anos vão tirar do nosso estado, com a isenção fiscal que não querem acabar, o rombo é de R$ 165 bilhões, sendo que o nosso orçamento é de R$ 142 bilhões,” revelou.
Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.


