Lula critica Bolsonaro, e Flávio ataca petista em primeiro ato; veja o dia dos candidatos
Candidatos à presidência da República escolheram locais simbólicos para reunir a militância no primeiro dia oficial da campanha eleitoral de 2026

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na corrida pelo Palácio do Planalto, mantiveram o tom da polarização dos últimos anos ao lançarem suas candidaturas neste domingo (16). Ambos escolheram locais simbólicos para reunir a militância no primeiro dia oficial da campanha eleitoral de 2026.
No antigo estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no interior de São Paulo, Lula encontrou sua base em um ato que ficou marcado como seu “retorno” a suas origens como liderança sindical. No local, o petista liderou as greves dos metalúrgicos do ABC durante as décadas de 1970 e 1980, e se lançou para a vida político-partidária.
Em seu discurso, o candidato à reeleição cobrou a militância para defender o governo e que saibam comparar a sua gestão com a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele ainda afirmou que o PT tem “obrigação de repassar as informações e dados sobre os dois governos para as bases durante a campanha eleitoral e, mantendo o tom de polarização, criticou a condução da pandemia de Covid-19 e a política armamentista do ex-governo.
“Que futuro essas pessoas pensam para o povo brasileiro se você rir de um velhinho que está morrendo afixado por falta de ar? Que futuro você quer para o povo brasileiro se você não investir em educação? Que futuro você quer para o povo brasileiro se você não investir na saúde? Que futuro você quer para o povo brasileiro se você não investir em casa? Que futuro você quer se não investir em emprego?”, disse Lula.
Já em Copacabana, no Rio de Janeiro, palco tradicional das manifestações bolsonaristas, Flávio Bolsonaro adotou um discurso “antissistema” e reproduziu um áudio antigo do pai, que atualmente cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de estado. Em seu discurso, o senador afirmou que o Brasil “olha para Brasília” com nojo, e afirmou que Lula é “odiado pelo povo”.
“Eu estou preparado para colocar o Brasil no caminho da prosperidade. Estou preparado para enfrentar esse sistema podre, porque hoje o Brasil olha para Brasília com nojo. Está todo mundo contra mim, não sei o medo que eles têm da palavra Bolsonaro. Não precisa ter medo, só respeito. Hoje, todo mundo vê que Bolsonaro nunca foi ameaça para democracia, muito pelo contrário. Nós sempre fomos o último obstáculo para que esse país não virasse uma ditadura de uma vez por todas”, disse.
Zema, Caiado e Cury
Em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, o ex-governador Romeu Zema (Novo) lançou sua campanha participando de uma missa na Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São José e realizou uma caminhada até o mercado municipal. Em discurso, ele defendeu que o país precisa de três “choques”: um ético e moral, contra a corrupção; um ajuste fiscal para acabar com o que chamou de “gastança”; e um choque contra grupos criminosos.
“As leis do Brasil são um convite a cometer crime. A pessoa comete um crime e muitas vezes a investigação não avança, ela continua impune e não é detida. O custo do crime vai aumentar, e na hora que esse custo aumentar, os criminosos começam a mudar de atividade”, declarou.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), teve um dia de agendas intensas com uma carreata que percorreu seis cidades do estado, começando em Águas Lindas de Goiás e terminando em Luziânia. O candidato afirmou que é o único capaz de derrotar Lula em um segundo turno.
“Então todo mundo sabe que quem tem coragem, competência e credenciais para derrotar o Lula no segundo turno é exatamente Ronaldo Caiado. Eu não vou ter que explicar nada. Sou o único que sou ficha limpa. Mãos limpas. E é por isso que eu acredito na nossa vitória”, disse Ronaldo Caiado.
Já o escritor Augusto Cury (Avante) lançou sua candidatura com agendas em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao lado do presidente do Avante e candidato a deputado Federal Luís Tibé, e do prefeito Paulo Bigodinho (Avante) ele chamou a polarização de “esquizofrênica” e defendeu um “pacto nacional” para governar. “Não um projeto de partido ou um projeto de Augusto Cury, mas um projeto de nação”, afirmou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Correspondente da Rádio Itatiaia em São Paulo. Apresentador do quadro Palavra Aberta e debatedor do Conversa de Redação. Ingressou na emissora em 2023. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. Na Band, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na Band News FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do Band News TV. Vencedor de nove prêmios de jornalismo. Em 2023, foi reconhecido como um dos 30 jornalistas mais premiados do Brasil.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.







