Cury aponta insegurança jurídica e critica cancelamento do debate da TV Globo
Em coletiva de imprensa, candidato à Presidência afirmou que cancelamento prejudica prestação de contas e criticou decisões judiciais

Augusto Cury (Avante), candidato à Presidência da República, afirmou que o cancelamento do debate que seria realizado nesta quinta-feira (1º) pela TV Globo representa uma frustração e aumenta a insegurança jurídica. Em coletiva de imprensa, o candidato também criticou decisões judiciais relacionadas à realização do encontro.
Cury se disse indignado com o cancelamento do debate e afirmou que a situação prejudica a oportunidade de apresentar seu projeto aos eleitores.
“Foi uma frustração tremenda, porque eu não dependo do poder, não preciso do poder, nem do dinheiro do poder. Eu ia renunciar ao meu salário, como já falei várias vezes, porque eu tenho uma situação financeira privilegiada. Eles [Flávio Bolsonaro e Lula] dependem do poder, mamam no poder”, afirmou.
O suspensão do debate foi anunciado após a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibir a utilização de um púlpito vazio com o nome de Lula, enquanto Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos no debate.
O candidato também criticou a atuação do STF nas decisões relacionadas ao debate e afirmou que o tribunal assumiu um protagonismo que considera desproporcional.
“Essa insegurança jurídica tem de terminar. O STF é o alicerce da democracia, e um alicerce tem que ser discreto. Ninguém sabe o nome de um ministro da Suprema Corte americana, mas no Brasil nós sabemos de quase todos e fora do país também. Na verdade, o STF ganhou um protagonismo completamente desproporcional perante a um colapso da democracia, infelizmente”, disse.
Cury acrescentou que as decisões prejudicam a possibilidade de apresentar seu projeto aos eleitores e prestar contas durante a campanha.
“Agora vêm mais essas inseguranças jurídicas que me impedem de prestar contas sobre o meu projeto para toda a população. E hoje apenas 40% das pessoas sabem que eu sou candidato, ainda 60% não sabem. Isto é um atentado à democracia”, afirmou.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



