MPMG reforça confiança nas urnas eletrônicas e destaca testes de integridade nas eleições
Promotor explica como funcionam as auditorias e afirma que, desde a implementação dos testes, não houve divergência entre os votos registrados e os resultados das urnas

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) reforçou a confiança no sistema brasileiro de votação e nos testes de integridade das urnas eletrônicas durante o processo eleitoral de 2026. A fiscalização é realizada em conjunto com diferentes instituições, com o objetivo de verificar a correspondência entre os votos registrados e os resultados apresentados pelos equipamentos.
Em entrevista ao programa Rádio MP Entrevista, o coordenador do Centro de Apoio Eleitoral do MPMG, o promotor de Justiça Vinícius Bigonha, explicou como funcionam as auditorias e destacou a participação de órgãos fiscalizadores em diferentes etapas do processo eleitoral.
Segundo Bigonha, o Ministério Público Eleitoral acompanha os procedimentos tanto no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) quanto nas zonas eleitorais. A atuação inclui a indicação de representantes para as comissões de auditoria e o acompanhamento de procedimentos relacionados às urnas selecionadas para os testes.
Como funcionam os testes de integridade?
O teste de integridade é uma votação simulada realizada com urnas eletrônicas reais, retiradas de seções eleitorais. Cédulas de papel são preenchidas com votos em candidatos que disputam a eleição e depositadas em urnas de lona lacradas.
No dia da votação, os equipamentos selecionados aleatoriamente são submetidos à auditoria. As cédulas são abertas e os votos registrados manualmente em um sistema de apoio e, em seguida, nas urnas eletrônicas.
Ao final do procedimento, os resultados registrados eletronicamente são comparados com a contagem das cédulas de papel. O objetivo é verificar se os números correspondem.
De acordo com o promotor, o processo é filmado, ocorre simultaneamente à votação oficial e conta com monitoramento por câmeras. Os procedimentos também são abertos ao público e acompanhados por instituições fiscalizadoras.
“Essa confiabilidade da urna vem de várias garantias”, explicou Bigonha, ao destacar que as gravações permitem verificar os registros individualmente caso seja identificada alguma divergência.
O promotor afirmou ainda que, desde a implementação dos testes de integridade, não houve registro de diferenças entre os votos lançados nas urnas e os resultados apresentados pelos equipamentos.
Diversas instituições acompanham a fiscalização
Além do MPMG, participam da fiscalização eleitoral partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal, entre outras instituições.
Segundo Bigonha, o acompanhamento começa antes da votação e se estende às diferentes etapas do processo, desde os procedimentos relacionados ao software das urnas até a divulgação dos resultados e a proclamação dos eleitos.
O promotor também destacou a importância do boletim de urna, documento que registra o resultado de cada seção eleitoral. Segundo ele, o documento é emitido antes da transmissão dos dados à Justiça Eleitoral, permitindo a verificação dos votos contabilizados naquele equipamento.
MPMG orienta eleitores a buscar informações
Diante de questionamentos sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, Bigonha ressaltou a importância de conhecer os mecanismos de fiscalização e buscar informações disponibilizadas pela Justiça Eleitoral.
O coordenador do Centro de Apoio Eleitoral do MPMG orientou os eleitores a votar com tranquilidade e confiança no processo democrático.
A entrevista foi publicada pelo Ministério Público de Minas Gerais em 20 de outubro, na semana que antecedeu o segundo turno das eleições de 2026.
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