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Mesário é preso em JF por suspeita de agredir ex-companheira; PM soma mais de 230 conduções em MG

Homem assumiu a função na seção por ser o primeiro eleitor da fila e acabou detido ao reencontrar a vítima; no estado, boca de urna e panfletagem lideram ocorrências da PM

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Viatura da PMMG
Viatura da PMMG • Dirceu Aurelio / Imprensa MG / Imagem Ilustrativa

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) segue com policiamento ostensivo mobilizado em todo o estado durante este domingo de eleições. À Itatiaia, a major Débora Santos informou que, apesar de o pleito transcorrer de forma tranquila no geral, a corporação já registrou mais de 230 conduções por infrações eleitorais. Entre os destaques das últimas horas, uma ocorrência atípica chamou atenção em Juiz de Fora, onde um homem que exercia a função de mesário foi preso em flagrante.

Ocorrência em Juiz de Fora

A prisão na Zona da Mata ocorreu dentro de uma zona eleitoral, mas, segundo a PM, não possui ligação direta com o pleito ou com crimes eleitorais. O homem possuía um histórico anterior de violência doméstica e descumpriu uma medida protetiva de urgência.

"Em Juiz de Fora, nós tivemos uma prisão que, embora tenha sido numa zona eleitoral, não tem a ver com o pleito eleitoral ou com o crime eleitoral. Era um cidadão que possuía um histórico anterior de violência contra a mulher, ela tinha uma medida protetiva e como ele foi o primeiro a ir votar, ele foi chamado a ser o mesário. E ele estava mesário na sessão em que essa mulher foi votar", explicou a major Débora Santos à Itatiaia.

A agressão ocorreu no momento em que a vítima chegou ao local para votar. "Quando ela chegou, parece que acompanhada de um outro homem, eles tiveram um desentendimento e teve essa prisão por causa do descumprimento da medida protetiva e dessas agressões", detalhou a porta-voz da PMMG.

Balanço das eleições em Minas Gerais

No cenário estadual, a major destacou que a operação de segurança segue cobrindo todo o território mineiro e que as principais ocorrências registradas até o momento estão ligadas a práticas ilegais de campanha perto das seções.

"O policiamento tá lançado em todo território do estado e tá um dia tranquilo. Aconteceram algumas prisões, algumas conduções em crimes eleitorais em flagrante. Relacionado com as eleições, os crimes mais comuns são a distribuição de santinhos, o fornecimento de alimentação, transporte ilegal de passageiros e a questão de tentar cooptar o eleitor, a chamada boca de urna", disse.

A major explicou que, pela Polícia Militar, cerca de 230 pessoas foram conduzidas por envolvimento em ilícitos eleitorais nas imediações das urnas. Em grande parte dos casos é lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), mas algumas prisões em flagrante já foram ratificadas com o encaminhamento dos autores ao presídio.

Outro registro de relevância apontado pela corporação ocorreu no interior do estado, onde o prefeito do município de Angelândia foi flagrado distribuindo panfletos e tentando induzir votos nas proximidades de Capelinha, sendo também conduzido para os procedimentos legais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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