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Maioria dos eleitores apoiam Zema em embate com STF, aponta pesquisa Meio/Ideia

Ex-governador fez série de vídeos com críticas a membros do STF e ministro Gilmar Mendes o rebateu com críticas públicas

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O ministro Gilmar Mendes (esq.), do Supremo Tribunal Federal, e o ex-governador Romeu Zema (dir.)
O ministro Gilmar Mendes (esq.), do Supremo Tribunal Federal, e o ex-governador Romeu Zema (dir.) • STF/Imprensa MG

A maioria dos eleitores brasileiros apoiam o ex-governador Romeu Zema (Novo) nos embates com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outros integrantes da Corte.

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (6) mostra que 50,3% dos brasileiros apoiam o pré-candidato Romeu Zema (Novo) no embate com o Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto 21,7% defendem a Corte.

Segundo o levantamento, esses entrevistados avaliam que o ex-governador de Minas Gerais está correto e que o Supremo ultrapassou seus limites.

Outros 10,3% afirmam que ambos os lados exageram, mas avaliam que o principal problema é Zema. Já 7% dizem que os dois exageram, mas atribuem maior responsabilidade ao STF. Outros 8,5% interpretam o episódio como uma disputa puramente eleitoral.

A pesquisa também mostra que a percepção de que o STF exagerou tem mais força entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 63,5%, e entre aqueles que aprovam o governo, com 60,8%, do que entre eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 38,5% — indicando que a insatisfação com a Corte ultrapassa campos políticos.

Apesar da repercussão política, o embate ainda é desconhecido pela maioria da população. Segundo o levantamento, 76,4% dos entrevistados afirmaram não ter conhecimento do episódio.

O desconhecimento é ainda maior nas regiões Norte (92,2%) e Centro-Oeste (90%), além de eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), entre os quais 91,7% disseram não conhecer o caso, e entre eleitores da direita não bolsonarista (90,6%).

Foram ouvidas 1.500 pessoas entre os dias 1 a 5 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-053562026.

(Com agências)

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.