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Lula diz que não sabia da falta de reajuste do Bolsa Família ao justificar aumento às vésperas da eleição

Presidente deu entrevista ao vivo na noite desta quinta-feira (15) e falou sobre a reta final da campanha

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ricardo Stuckert / ALMG.

Durante entrevista à TV Globo, nesta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, comentou a ausência de reajuste no Bolsa Família durante seu mandato. Lula afirmou que não tinha conhecimento de que o benefício não havia sido aumentado no período.

"Eu não quero que você ouça a reunião que eu tive com os meus ministros quando eu soube que o Bolsa Família não tinha sido reajustado. Eu não sabia, porque é inexplicável que no governo do Lula, alguém pense em não reajustar a inflação, o salário das pessoas. É impensável. Mas aconteceu. E eu tomei a decisão de que íamos dar tudo que não demos", disse.

"Aconteceu que eu fiquei sabendo que não tinha sido aumentado e eu fui perguntar o motivo. Ai tomei a decisão de mandar aumentar, porque tem espaço fiscal", completou o candidato à reeleição.

Dívida dos brasileiros

Lula citou as medidas adotadas pelo governo federal com o objetivo de reduzir o endividamento da população. O presidente destacou as três fases do programa Desenrola Brasil e afirmou que as iniciativas buscam ampliar as possibilidades de renegociação de dívidas.

"Quando eu tomei posse nós tínhamos 78% da população endividada. Criamos o desenrola um. Depois atendemos cerca de 15 milhões de pessoas , não resolveu o problema, criamos o desenrola dois. Agora criamos o desenrola três. Nós fizemos uma medida provisória, ele está na câmara, nós vamos fazer um leilão das dívidas das pessoas. Trabalhamos com a expectativa de que os bancos vão vender descontando 92% ou 93%. Achamos que vai acontecer isso", apontou.

Lula disse ainda que o Governo está "comprando a dívida dos brasileiros". O petista afirmou ainda irá disponibilizar um crédito para que MEI's (Microempreendedor individual) que tiverem essa dívida zerada possam recomeçar e se reorganizar.

"Estamos comprando a dívida de todas as pessoas que devem a cima de dois até quatro mil reais, nós vamos comprar essa dívida. Estamos achando que é possível colocar até R$150 bilhões para comprar essas dívidas. Se a gente comprar por 5% do valor dela, vamos estar fazendo um favor espetacular para todos que devem neste país. Ao mesmo tempo fizemos o perdão do MEI. Eu sugeri de anistiar a dívida dessas pessoas para poderem começar uma vida nova. Vamos disponibilizar também um crédito, um aval de cinco mil reais para essas pessoas começarem uma vida nova. É um recomeçar. É o jeito que encontramos para reativar a economia. Estamos fazendo isso com muita coisa sem mexer no espaço fiscal", acrescentou.

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Formado em jornalismo na PUC Minas. Tem passagens no ge.globo e como setorista do Atlético no Lance! Cobriu uma final de Libertadores e uma edição de Jogos Paralímpicos, além do dia a dia de clubes de futebol.

 

 

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