Lula aumentou a votação em todas as cidades visitadas por Nikolas Ferreira em campanha de 2º turno
Deputado mais votado do Brasil foi cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro em campanha que rodou o Brasil durante o segundo turno e arrastou multidões nas ruas, mas não rendeu o resultado esperado para o PL nas urnas

Nesta eleição, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se reelegeu com mais de 3 milhões de votos, alcançou o recorde histórico nacional para uma eleição à Câmara dos Deputados e se consolidou como um dos principais cabos eleitorais da direita. No segundo turno, porém, ele se concentrou na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rodou o Brasil, mas viu o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentar sua votação em todas as cidades visitadas por seu “Bloquinho do 22”.
Nikolas fez campanhas de rua em ao menos 15 cidades brasileiras, em 11 delas, Lula venceu no segundo turno das eleições. São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Teresina (PI), São Luís (MA), Capelinha (MG), Nanuque (MG) e Juiz de Fora (MG) deram vitória ao petista. Flávio só venceu em Belo Horizonte (MG), Manaus (AM), Marabá (PA) e Vitória (ES) entre as cidades visitadas pelo deputado.
Em três das cidades visitadas pelo parlamentar, Lula repetiu o feito conseguido em âmbito nacional e conseguiu uma virada para cima de Flávio Bolsonaro. São elas as mineiras Nanuque e Capelinha, além da capital fluminense.
Aumento de votação
Em 100% das cidades visitadas por Nikolas, Lula registrou aumento de votação entre os turnos. O crescimento percentual médio por cidade foi de 19,32% e a variação positiva total foi de pouco mais de 2 milhões de votos.
Já Flávio Bolsonaro teve quase 680 mil votos a mais no segundo turno considerando a soma dos municípios visitados por Nikolas Ferreira durante a campanha.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



