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Já houve virada no segundo turno para presidente? Entenda o histórico das eleições

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno das eleições no dia 25 de outubro; filho mais velho de Jair Bolsonaro venceu a primeira rodada de votação com 47,03%, contra 45,16% do petista

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Urna eletrônica
Corrida pelo Palácio do Planalto nunca registrou virada entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno desde a redemocratização • TSE/Divulgação

Desde a primeira eleição direta após a redemocratização, em 1989, o candidato que termina o primeiro turno na liderança sempre confirmou a vitória no segundo. Nas disputas presidenciais que chegaram à segunda rodada, o resultado da primeira etapa nunca foi revertido, criando um histórico que pesa sobre quem precisa buscar uma virada nas urnas.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sete eleições presidenciais entre 1989 e 2022 precisaram de 2º turno. Em todas elas, o candidato mais votado na primeira rodada também venceu a disputa final. As exceções ocorreram em 1994 e 1998, quando o pleito foi decidido já no primeiro turno.

Como funciona o segundo turno

O segundo turno foi adotado pela Constituição Federal de 1988 para garantir que o presidente eleito tenha mais de 50% dos votos válidos. A regra também vale para governadores e prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores.

Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta no 1º turno, os dois mais votados avançam para a segunda rodada. A disputa, então, começa novamente, mas com o resultado da primeira etapa como ponto de partida para a virada de votos.

Por que virar a disputa é tão difícil?

Para o segundo colocado reverter a vantagem, não basta manter os próprios eleitores. É preciso conquistar parte dos votos recebidos pelos candidatos que ficaram de fora da disputa e, em alguns casos, reduzir a vantagem do adversário entre eleitores que ainda estão indecisos.

A rejeição também pode pesar. Em uma disputa mais polarizada, candidatos com índices elevados de rejeição têm menos espaço para ampliar a votação. Por isso, as semanas entre o primeiro e o segundo turno costumam ser marcadas por mudanças no discurso e pela tentativa de conquistar eleitores de centro.

Apoios ganham peso na segunda etapa

Com o resultado do primeiro turno definido, partidos e candidatos derrotados passam a negociar apoio com os dois concorrentes que avançaram. Governadores, lideranças regionais e partidos que ficaram de fora da disputa podem se tornar importantes para ampliar a presença dos candidatos em diferentes regiões do Brasil.

As alianças também podem envolver a incorporação de propostas dos candidatos derrotados aos planos de governo. Ao mesmo tempo, os concorrentes precisam manter mobilizada a própria base eleitoral.

Outro fator que entra na conta é a abstenção. Historicamente, a participação pode mudar entre as duas rodadas, o que faz da mobilização dos eleitores uma parte importante da estratégia de campanha.

Assim, embora o segundo turno represente uma nova disputa, o histórico das eleições presidenciais brasileiras mostra que, até hoje, quem terminou o primeiro turno na frente conseguiu manter a vantagem até a votação final.

 

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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