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Haddad diferencia Tebet e Marina de Tarcísio, 'não paulistas' que concorrem por SP

Petista foi questionado por montar chapa com candidatas de outros estados após questionar o governador carioca de São Paulo

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Márcio França, Fernando Haddad e Marina Silva em anúncio da chapa de esquerda na disputa das eleições paulistas
Márcio França, Fernando Haddad e Marina Silva em anúncio da chapa de esquerda na disputa das eleições paulistas • Yuri Cavalieri/Itatiaia

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defendeu as candidaturas de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado, mesmo ambas não sendo paulistas. O petista foi questionado nesta quinta-feira (25) se não haveria uma incoerência em apoiar ambas após ter criticado a campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Palácio dos Bandeirantes em 2022 apoiado no fato do rival ser natural do Rio de Janeiro.

 

“Eu não critiquei ele por ser do Rio de Janeiro. Eu critiquei porque ele foi trazido para cá pela mão de uma terceira pessoa, não veio de livre e espontânea vontade para cá. Ele queria ser senador por Goiás, a Folha (de S. Paulo) mesmo tem matéria sobre isso. Você pode consultar os arquivos do jornal. Aí ele resolve, artificialmente, vir para cá sem nenhum conhecimento, sem nenhuma raiz aqui. Não é o caso da Marina, que mora aqui, é deputada federal por aqui, há muito tempo é muito bem votada em São Paulo, inclusive para a presidência da República [...] O mesmo vale para a Simone, que foi muito bem votada para presidente da República em São Paulo, morou em São Paulo, as filhas moram em São Paulo, passou o tempo todo vindo comigo de Brasília para São Paulo. Eu não vejo artificialismo nisso”, afirmou.

 

Haddad e Tarcísio disputaram o Governo de São Paulo em 2022 e deve reeditar o embate neste ano. No último pleito, o petista e ex-prefeito da capital paulista questionou reiteradamente o então ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro (PL) sobre seus conhecimentos acerca de São Paulo, apostando em críticas sobre o fato dele ser carioca e nunca ter vivido no estado.

 

Haddad comentou sobre a comparação de Tebet e Marina com Tarcísio em evento em São Paulo nesta quinta após o anúncio de que ambas concorrerão ao Senado com apoio do PT. Na mesma ocasião, o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), será o vice na disputa pelo Executivo Estadual.

 

Marina Silva é acreana de Rio Branco, cidade onde foi eleita vereadora em 1989. Pelo Acre, ela se elegeu deputada estadual e senadora, cargo que ocupou até 2011. Neste ínterim, ela foi ministra do Meio Ambiente dos dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na presidência da República e retornou ao posto com a volta do petista ao Palácio do Planalto. Em 2022, ela foi eleita deputada federal por São Paulo. 

 

Simone Tebet é sul-mato-grossense de Três Lagoas, onde foi prefeita por um mandato. Ela foi vice-governadora de seu estado natal e senadora entre 2015 e 2023. Em 2022, ela foi candidata à presidência da República e teve mais de um terço de seus votos totais obtidos em São Paulo. No ano seguinte, foi nomeada ministra do Planejamento e Orçamento. 

 

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.