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Haddad defende investigação contra Lulinha: ‘Passar a régua’

Candidato do PT ao governo de São Paulo reafirmou que Lula não interfere nas investigações da Polícia Federal (PF)

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O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad • Marina Uezima / BRAZIL PHOTO PRESS / Brazil Photo Press via AFP

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, defendeu nesta quarta-feira (19) a continuidade das investigações contra o empresário Fábio Luís, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista reafirmou que o chefe do Executivo não tenta interferir nos trabalhos da Polícia Federal (PF).

Segundo Haddad, o PT, como outros partidos, dificilmente conseguem se “blindar" da ação de pessoas interessadas em obter vantagens com o serviço público. O candidato citou como exemplo o caso do Banco Master, e as suspeitas que recaem sobre ex-ministros do Jair Bolsonaro (PL) e sobre o próprio filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL), no caso “Dark Horse”.

“Eu sou a favor de passar a régua em quem quer que seja. A pessoa errou? Não quero saber o partido, a religião, ela paga. Eu respeito o governo Lula porque eu nunca vi o presidente mexer um dedo por quem quer que seja, pode ser amigo ou parente”, disse Haddad, em sabatina da CBN com os jornais O Globo e Valor Econômico.

Porém, o petista destaca que as investigações da PF ainda precisam demonstrar o envolvimento de Lulinha com o caso dos desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Acho que tem que apurar se a pessoa fez ou não fez mesmo. Uma coisa é você ter um amigo, outra coisa é você ter dado um passo e favorecido quem quer que seja”, declarou.

Lulinha é investigado sobre um suposto tráfico de influência dentro do governo federal, com o envolvimento de lobistas e o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O filho mais velho do presidente deve ser intimado para interrogatório nos próximos dias, após perícia no celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e também investigada no caso.

Roberta Luchsinger é suspeita de usar a proximidade com o filho do presidente para o acesso ao governo. Ela trabalhou com Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e é suspeita de fazer o meio de campo de pagamentos mensais para Lulinha.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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