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Flávio Bolsonaro defende relação 'pragmática' com a China

Candidato do PL à presidência fez as declarações durante comício em Natal, no Rio Grande do Norte, e criticou postura do 'atual governo'; Pequim monitora campanha do bolsonarista

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Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro • Vittor Sales / Campanha Flávio Bolsonaro

O candidato à presidência pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, afirmou nessa segunda-feira (21), durante comício em Natal, no Rio Grande do Norte, que, caso seja eleito, manterá uma relação "pragmática economicamente" com a China, maior parceiro comercial do país.

"Minha relação vai ser sempre pragmática economicamente. Vamos fazer o que for melhor para a nação brasileira, diferente do atual governo, que declara guerra aos Estados Unidos e lambe bota da China. O Brasil é muito maior que isso. A gente não tem que escolher um lado", disse o político durante o evento em Natal.

Flávio destacou que seu objetivo no comando do governo brasileiro seria atrair investimentos para o país. De acordo com ele, "o mundo inteiro" espera a troca do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que "chovam investimentos".

“Temos que andar junto com todas as nações que sejam desenvolvimentistas, que queiram investir no Brasil, transferir tecnologia para o Brasil. Minhas negociações como presidente da República, tanto com os Estados Unidos quanto com a China, tanto quanto com Israel quanto com o Oriente Médio, vão ser sempre pensando no que vai ser melhor para o Brasil”, completou o candidato.

A declaração de Flávio ocorre após a CNN mostrar que a China tem monitorado a campanha presidencial do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A preocupação se dá por uma atitude abertamente pró-Estados Unidos e hostil aos chineses por parte de um eventual novo governo de direita. Contudo, autoridades chinesas veem Flávio com um perfil mais pragmático e moderado do que o de seu pai.

Confrontos retóricos entre Brasil e China, principalmente no primeiro biênio da gestão anterior, marcaram a relação entre os dois países.

Reservadamente, interlocutores do governo chinês afirmam que a relação com o Brasil é estratégica, com benefícios mútuos de longo prazo, e, portanto, não é vulnerável a reveses imediatos.

Para a China, a permanência do Brasil no Brics é crucial. Em 2027, o presidente Xi Jinping presidirá o grupo, que passou por expansão nos últimos anos. O programa de governo de Flávio prevê a retomada do processo de adesão do Brasil à OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), mas não faz uma única menção ao Brics.

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