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Flávio Bolsonaro nega ataques às urnas e afirma: 'Vou ganhar no primeiro turno'

Candidato do PL admitiu ter errado ao associar as urnas brasileiras a empresa venezuelana e afirmou que respeitará o resultado das eleições

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro
Flávio Bolsonaro (PL) negou ter questionado a credibilidade das urnas eletrônicas durante a sabatina do Jornal Nacional desta sexta-feira (28) • MAURO PIMENTEL / AFP

O candidato do à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou, durante sabatina do Jornal Nacional desta sexta-feira (28), ter questionado a credibilidade das urnas eletrônicas e afirmou que respeitará o resultado das eleições de 2026. Ao ser perguntado se manteria a posição em caso de derrota, respondeu que venceria já na primeira votação.

"Eu não vou perder essa. E eu digo mais: eu vou ganhar no primeiro turno", declarou.

A admissão de erro

A apresentadora Renata Vasconcellos questionou o candidato sobre declarações feitas a diplomatas estrangeiros em julho, quando ele associou as urnas brasileiras à Smartmatic, empresa ligada ao sistema eleitoral venezuelano. A informação já havia sido desmentida pela Justiça Eleitoral.

Flávio reconheceu o equívoco. "Eu falei errado. Ela não fabricou as urnas, ela apenas participou de alguns processos ao longo do processo eleitoral que o TSE estava organizando", disse.

Em seguida, sustentou que nunca colocou o sistema em dúvida. "Tirando essa parte, que de fato eu falei equivocadamente, eu fui bem claro ao dizer que jamais questionei a questão do processo eleitoral."

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já esclareceu que a Smartmatic não forneceu urnas nem desenvolveu softwares para as eleições brasileiras. Segundo a Corte, os equipamentos são projetados por servidores da Justiça Eleitoral e produzidos por empresas contratadas mediante licitação pública.

O episódio com os diplomatas

As declarações foram feitas em 21 de julho, durante o encontro "Debatendo o Brasil", com representantes diplomáticos em Brasília.

No dia seguinte, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, protocolou representação no TSE pedindo multa de R$ 30 mil ao senador e a retirada das publicações que associavam a empresa ao sistema brasileiro. O processo tem como relator o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques.

À época, a equipe de campanha divulgou nota afirmando que o candidato havia dito expressamente que não questionava o sistema de votação e que reafirmava "integral confiança no sistema eleitoral brasileiro".

Na sabatina, Vasconcellos citou declaração de Nunes Marques em defesa do sistema. "Desacreditar o sistema de votação é desconvidar o eleitor brasileiro de participar da maior festa democrática do Brasil", afirmou o ministro, conforme reproduzido pela apresentadora.

O compromisso com o resultado

Flávio afirmou que disputará a eleição dentro das regras vigentes. "Vou respeitar o processo eleitoral, vou respeitar o resultado das eleições. Eu estou concorrendo com essas regras e vou ser presidente da República com essas regras", disse.

O candidato aproveitou para convocar eleitores a comparecerem às urnas. Citou que mais de 32 milhões de pessoas não votaram em 2022 e lembrou que a eleição daquele ano foi decidida por cerca de 2 milhões de votos.

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Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.

 

 

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