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Conheça a carreira política de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência

Senador pelo Rio de Janeiro, começou na política aos 21 anos e é o nome do PL para disputar o Palácio do Planalto em 2026

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Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República pelo PL • Jefferson Rudy/Agência Senado

Senador pelo Rio de Janeiro e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro é o pré-candidato do Partido Liberal à Presidência da República em 2026. O nome foi anunciado pelo próprio Jair Bolsonaro, condenado e inelegível, em dezembro de 2025, e confirmado em seguida pela direção do PL.

Na disputa pelo Palácio do Planalto, o senador deve ter como principal adversário o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. A candidatura será oficializada na convenção partidária, prevista para agosto.

Advogado formado pela Universidade Cândido Mendes, Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos e nasceu em Resende, no sul fluminense. É o primeiro dos filhos do ex-presidente a entrar na política.

Quatro mandatos como deputado estadual

A trajetória política de Flávio começou em 2002, quando ele se elegeu deputado estadual do Rio de Janeiro aos 21 anos, com 22.860 votos, filiado ao PP. Assumiu o mandato no ano seguinte, como um dos parlamentares mais jovens da Assembleia Legislativa fluminense (Alerj).

Na Assembleia, Flávio cumpriu quatro mandatos consecutivos, entre 2003 e 2018. Concentrou a atuação em segurança pública, administração penitenciária e defesa civil e, segundo o perfil biográfico da Casa, apresentou projetos com pautas como a redução da maioridade penal.

Ao longo dos mandatos, presidiu comissões ligadas à segurança e ao planejamento familiar.

A primeira disputa fora do Legislativo estadual veio em 2016, quando Flávio se candidatou à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo Partido Social Cristão (PSC). Ficou em quarto lugar no primeiro turno, com 424.307 votos, atrás de Marcelo Crivella, Marcelo Freixo e Pedro Paulo. A eleição foi vencida por Crivella no segundo turno.

A eleição para o Senado

O salto para o cenário nacional ocorreu em 2018, no mesmo pleito em que o pai foi eleito presidente. Filiado ao PSL, Flávio foi eleito senador com 4.380.418 votos, ou 31,3% dos votos válidos, o mais votado do Rio de Janeiro na disputa por uma vaga na Casa. O mandato, de oito anos, começou em 2019 e vai até o início de 2027.

No início do mandato, foi eleito terceiro-secretário da Mesa Diretora do Senado, posto que integra a linha de comando administrativo da Casa.

No Senado, passou ainda pelo Patriota antes de acompanhar a migração da família para o Partido Liberal, legenda à qual hoje é filiado e que o lançou como pré-candidato ao Planalto.

Ao longo do mandato, passou a ser tratado como um dos principais nomes do grupo político do pai no Congresso e como interlocutor próximo do ex-presidente, papel que ganhou peso após a condenação de Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro atribui tarifas dos EUA ao governo Lula e diz ter pedido isenção para empresas brasileiras • Fotográfo/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro atribui tarifas dos EUA ao governo Lula e diz ter pedido isenção para empresas brasileiras • Fotográfo/Agência Brasil

A pré-candidatura em 2026

A indicação de Flávio para a disputa presidencial foi anunciada por Jair Bolsonaro em dezembro de 2025. O ex-presidente está inelegível até 2030. Na sequência, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que o senador é o nome do partido para a corrida ao Planalto.

Flávio lançou formalmente a pré-candidatura em março de 2026, durante a CPAC (Conservative Political Action Conference, na sigla em inglês), em Dallas, nos Estados Unidos.

A pré-campanha enfrentou turbulência recente com a divulgação de mensagens em que o senador pede recursos ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar um filme sobre o pai. O episódio reacendeu, em alas da direita, a discussão sobre alternativas ao nome de Flávio.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chegou a ser citado nos bastidores, mas está legalmente impedido de disputar a Presidência neste ano. O prazo para que governadores deixassem o cargo para concorrer a outro posto venceu no início de abril, e ele permaneceu à frente do governo paulista, onde busca a reeleição.

Nas pesquisas, Flávio aparece como o principal nome da oposição. Levantamento do instituto Quaest, contratado pelo Banco Genial e divulgado na quarta-feira (10), mostra o senador com 29% das intenções de voto no primeiro turno, contra 39% de Lula. Em eventual segundo turno entre os dois, o presidente tem 44%, e o senador, 38%.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre 5 e 8 de junho, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

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Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.