Aro se coloca à ‘disposição’, mas federação União-PP não crava candidatura
Nome de Marcelo Aro não foi oficializado nem ao Governo de Minas, nem ao Senado durante o evento partidário

A convenção da federação União-PP terminou, na noite desta segunda-feira (3), sem definições em relação à chapa majoritária, ou seja, sem que nomes fossem definidos para o Governo de Minas e ao Senado Federal. Havia expectativa de que o ex-secretário de Romeu Zema (Novo) Marcelo Aro (PP) fosse lançado à Casa Alta do Congresso Nacional, o que não se concretizou durante o evento, realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Apesar disso, ele se colocou “à disposição do partido”.
Com isso, os partidos precisam articular uma possível candidatura de Aro – ou ao governo do estado, ou ao Senado – nos próximos dias, visto que o prazo para o fechamento das atas convencionais termina no próximo dia 5 de agosto.
Na plateia, partidários declararam apoio a uma possível empreitada de Aro, com bandeiras com o rosto do ex-deputado federal dispostas na galeria da Assembleia Legislativa. O ex-secretário se tornou uma opção à direita após a desistência de Cleitinho Azevedo (Republicanos) à disputa, anunciada nas redes sociais também nesta segunda-feira.
Há possibilidade de que o PL, de Jair Bolsonaro, apoie uma candidatura de Aro ao governo de Minas, apesar de alas dentro da legenda ainda resistirem ao nome do ex-parlamentar, visando uma candidatura própria ao Governo de Minas.
Em breve discurso, Aro se colocou “à disposição” do partido, mas não cravou uma candidatura. “Podem ter certeza que eu não me esqueço, não só da nossa terra, não só da nossa história, mas jamais esquecerei da nossa gente. A vida espera da gente é coragem, e coragem eu tenho para a gente transformar Minas Gerais. Os próximos 60 dias vão ser de luta, de trabalho e de dedicação. Mas vamos apresentar ao povo mineiro uma alternativa para a gente voltar a ser luz no nosso país”, pontuou.
Em coletiva de imprensa, Aro afirmou que o momento, após a desistência de Cleitinho Azevedo, é de construção de uma “frente ampla” que consiga fazer jus às intenções de voto do senador. “Nas 48h que ainda faltam, vamos trabalhar muito e vamos tentar construir essa frente ampla”, declarou. Ele ainda falou que não teria “problema algum” de compor com outros partidos como vice ou como candidato ao Senado.
Formada, há 13 anos, em jornalismo, pela Faculdade Pitágoras BH. Pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.



