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Flávio Bolsonaro afirma que cancelamento do debate da Globo configura 'censura no seu mais alto grau'

Pouco antes do início do confronto entre os candidatos, que aconteceria na noite desta quinta-feira (1º), Flávio anunciou que não compareceria

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Flávio Bolsonaro se pronunciou após cancelamento do debate da Globo
Flávio Bolsonaro se pronunciou após cancelamento do debate da Globo • Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o cancelamento do debate da TV Globo após interferências do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) configura “censura” e afirma que há “intervenção” do Supremo no país. Pouco antes do início do confronto entre os candidatos, que aconteceria na noite desta quinta-feira (1º), Flávio anunciou que não compareceria.

“Estava eu aqui junto com todo o nosso time pronto para ir em direção aos estúdios da Globo, para fazer esse debate saudável a três dias das eleições. A três dias das eleições, antes do principal momento dessa campanha, com milhões de pessoas querendo saber e tomarem uma posição sobre qual rumo, qual caminho, qual projeto de país vai escolher nas urnas em daqui a poucos dias, decisões subsequentes seguidas a poucos minutos do debate, instaurando oficialmente a censura nessas eleições”, declarou.

As falas aconteceram em transmissão ao vivo em seu canal do YouTube, feita pouco depois do anúncio da emissora sobre o cancelamento do debate. “A proibição de se mostrar o púlpito do candidato ausente Lula, o futuro ex-presidente do Brasil, uma decisão obrigando a Globo a retirar o púlpito de lá. E pior do que isso, determinando que os candidatos presentes não pudessem fazer perguntas ao Lula. A censura no seu mais alto grau, transparente e sem vergonha que vocês já viram nos últimos tempos”, continuou Flávio.

“Em função de todas essas interferências, a Rede Globo resolveu cancelar o debate. Então, na medida do possível, eu vou chamar algumas pessoas aqui para debaterem comigo, para estarem junto com vocês, mostrando um pouquinho da realidade do Rio de Janeiro, do Brasil, e manifestando aqui também deste microfone a sua indignação”, continuou.

Debate da Globo

Inicialmente, o canal havia convidado quatro nomes: Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT). A composição seguia a legislação eleitoral e as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tornam obrigatória a presença de candidatos cujos partidos tenham ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.

O quadro, contudo, mudou no dia do evento. Na terça-feira, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, alterou o entendimento da Corte sobre a contagem de congressistas para debates, garantindo a vaga de Romeu Zema (Novo). Em seguida, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido do partido Solidariedade e estendeu o direito a Renan Santos, embora o Missão conte com apenas um representante no Legislativo.

Liminar atendeu a pedido da campanha de Lula

Além das inclusões, a emissora foi notificada de uma liminar concedida pela ministra Stella Aranha, do TSE, em resposta à coligação do PT. O despacho invalidou o trecho do regulamento sobre a ausência de candidatos.

Pelos critérios assinados previamente pelos partidos, inclusive o PT, caso algum convidado faltasse, seu púlpito permaneceria vazio com uma placa de identificação. Além disso, no bloco de tema livre, os presentes teriam 30 segundos para direcionar perguntas ao ausente. A ordem judicial proibiu ambas as dinâmicas.

Cancelamento do evento

Argumentando que as decisões liminares inviabilizaram os acordos firmados previamente com os partidos, o canal optou por suspender a exibição.

No encerramento do seu vídeo, Renan Santos lamentou o desfecho e afirmou que o eleitor é o principal prejudicado. “Essa é uma eleição em que você não saberá a proposta da maior parte dos candidatos. Porque eles não querem falar", concluiu.

Com informações de Arthur Nunes

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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