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Flávio Bolsonaro aciona Procuradoria Eleitoral e denuncia rede de fake news durante campanha

Defesa do candidato do PL pede abertura de inquérito para apurar ação coordenada de desinformação e responsabilizar perfis que divulgaram conteúdo considerado falso

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Flávio Bolsonaro aciona Procuradoria Eleitoral e denuncia rede de fake news durante campanha • Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

A campanha do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, protocolou nesta sexta-feira (25) uma notícia-crime junto à Procuradoria-Geral Eleitoral denunciando uma suposta ação coordenada de disseminação de fake news durante o período eleitoral.

Segundo a defesa, a ofensiva teria começado na noite de quinta-feira (24), com a publicação de informações consideradas falsas sobre o candidato em redes sociais. A equipe jurídica afirma que identificou uma rede organizada para ampliar o alcance do conteúdo, com o objetivo de influenciar o eleitorado às vésperas do primeiro turno.

De acordo com a representação, pelo menos 29 perfis teriam participado da divulgação das mensagens. A campanha sustenta que a primeira publicação foi feita por um perfil na plataforma X (antigo Twitter) e que, na sequência, outros usuários passaram a replicar o conteúdo em uma ação considerada coordenada.

Ainda conforme o documento, a disseminação das publicações também teria contado com a participação de perfis ligados à esquerda, parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes da base governista na Câmara dos Deputados.

A defesa pede que a Procuradoria-Geral Eleitoral determine a abertura de um inquérito criminal para investigar os responsáveis pela suposta campanha de desinformação e apurar eventual prática de fake news eleitoral.

Na petição, os advogados argumentam que a discussão ultrapassa a imagem do candidato e envolve o direito do eleitor de receber informações verdadeiras durante o processo eleitoral: "Às vésperas de uma eleição presidencial, o que está em jogo transcende a honra de um candidato. Não se pede proteção ao noticiante. Pede-se proteção ao eleitor, cujo direito de votar livre de fraudes informacionais", afirma um trecho da notícia-crime.

Até o momento, a Procuradoria-Geral Eleitoral ainda não informou se abrirá investigação sobre o caso.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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