Filho de Trump critica extensão do horário de votação no Brasil
Donald Trump Jr. criticou a extensão do horário de votação no Brasil e o resultado das eleições, enquanto seu pai, Donald Trump, ainda não se pronunciou sobre a vitória de Lula. A imprensa internacional, por sua vez, repercutiu a eleição brasileira, com destaque para a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

Nos Estados Unidos, Donald Trump Jr., filho do ex-presidente norte-americano Donald Trump, criticou a extensão do horário da votação no último domingo (25), que passou de 17h para 19h. A decisão, tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, e o resultado das eleições presidenciais brasileiras foram questionados por Trump Jr. em suas redes sociais.
Até a manhã da última segunda-feira (26), o presidente Donald Trump, alinhado ideologicamente ao senador Flávio Bolsonaro (PL), não havia se pronunciado sobre a vitória de Luís Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente do Brasil.
Em publicação nas redes sociais, o empresário e filho do ex-mandatário questionou a decisão de Zanin e o resultado das eleições. "Se um governo conservador no Brasil fizesse isso, todo mundo na imprensa mainstream americana perderia a cabeça, mas acho que eles estão apenas escolhendo ficar em silêncio porque é tudo pela causa", escreveu Trump Jr.
Jason Miller, conselheiro de Trump, publicou na noite do domingo (25) o discurso de Flávio Bolsonaro após a derrota na eleição presidencial para Lula. Miller também divulgou uma tradução em inglês da fala de Flávio nas redes sociais.
Após perder nas urnas, Flávio Bolsonaro declarou que pediria a anulação das eleições, que reelegeram o adversário petista. "É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições", disse o então candidato, citando possível interferência de Cristiano Zanin, ministro do STF.
A imprensa internacional repercutiu a vitória do presidente Lula, como mostrou a CNN. Em virada inédita, o petista obteve mais de 50% dos votos e conquistou o 4º mandato.
O New York Times destacou o resultado na manchete da edição online e afirmou que o "Brasil reelege Lula, rejeitando o filho de seu antecessor", referindo-se a Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Antes do resultado ser anunciado, o New York Times classificou a eleição no Brasil como "um teste do poder de Trump como articulador político", lembrando que candidatos de direita alinhados aos Estados Unidos venceram as últimas eleições na região.
Também nos Estados Unidos, o Washington Post afirmou que a vitória de Lula no Brasil "interrompe a guinada à direita na América Latina". A publicação destacou que o presidente "completou um surpreendente retorno político neste domingo, derrotando o senador Flávio Bolsonaro para conquistar a reeleição".
A BBC, rede britânica, destacou que Lula foi eleito para o 4º mandato, derrotando Flávio Bolsonaro em uma votação acirrada e lembra que Flávio havia derrotado Lula no 1º turno. A emissora afirmou ainda que a eleição "contrariou uma tendência mais ampla na América Latina, onde os eleitores puniram os governantes em exercício e se voltaram para a direita".
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