Lula bate próprio recorde para virar contra Flávio Bolsonaro; veja a lista dos mais votados
Presidente ganhou pouco mais de 11 milhões de votos entre o primeiro e segundo turno para vencer de virada o senador Flávio Bolsonaro (PL)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou pouco mais de 11 milhões de votos entre o primeiro e segundo turno para ser reeleito neste domingo (25), conquistando um inédito quarto mandato. Com a marca, o petista bateu o próprio recorde e terminou o pleito com 64,1 milhões de votos, ante 60,3 milhões das eleições de 2022.
Há quatro anos, Lula superava seu próprio recorde para vencer Jair Bolsonaro (PL). Antes, o maior número de eleitores que o petista havia conquistado foi 58,2 milhões na disputa de 2006 contra o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
O presidente precisou conquistar um marco histórico para vencer sua quarta eleição, sendo o primeiro a virar uma votação entre o primeiro e segundo turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, foi o adversário mais votado do petista, conquistando 59,8 milhões de votos (48,23%), mais de 1,6 milhão de votos que o pai em 2022.
Para alcançar o feito, a campanha de Lula adotou um tom otimista e buscou convencer os eleitores que optaram pela terceira via no primeiro turno, que votaram branco ou nulo, ou que não compareceram nas urnas no primeiro turno.
Lula também contou com uma intensa mobilização nas redes sociais comandada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com o canal ‘Exército do Lula’. No WhatsApp, o grupo chegou a ter 10 milhões de apoiadores, que seguiam instruções do parlamentar mineiro para tentar dominar a narrativa na internet.
Mais votados do segundo turno
- Lula (PT) 2026 - 64.212.451 votos
- Lula (PT) 2022 - 60.345.999 votos
- Flávio Bolsonaro (PL) 2026 - 59.806.288 votos
- Lula (PT) 2006 - 58.295.042 votos
- Jair Bolsonaro (PL) 2022 - 58.206.354 votos
- Jair Bolsonaro (PSL) 2018 - 57.797.847 votos
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



