Fiemg questiona reajuste no piso do Bolsa Família 'às vésperas da eleição'
Decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi anunciada nesta quinta-feira (17)

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou “preocupação” com a decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ampliar o piso do Bolsa Família “às vésperas da eleição”.
O reajuste, que acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, eleva o piso para R$ 691, ante R$ 600 praticados atualmente, a partir de outubro – aumento de 15%. O Ministério do Planejamento informou, nesta quinta-feira (17) que o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777. O impacto no orçamento será de R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões no próximo.
O economista-chefe da federação, João Gabriel Pio, afirmou que política social e responsabilidade fiscal precisam “caminhar juntas” e questionou o reajuste a 17 dias do primeiro turno das eleições gerais.
“Quando o governo amplia despesas permanentes sem demonstrar com clareza como elas serão sustentadas ao longo do tempo, o risco é que a conta apareça depois na forma de maior endividamento, juros elevados, crédito mais caro e menor capacidade de investimento. No fim, esses efeitos atingem justamente as famílias e as empresas”, declarou.
A federação destaca reconhecer a importância das políticas de transferência de renda, mas exaltou a preocupação com a ampliação de despesas públicas às vésperas do pleito.
“Decisões fiscais tomadas com foco no curto prazo podem produzir consequências que permanecem muito além das eleições. Menos espaço fiscal significa maior pressão sobre a dívida e os juros e, consequentemente, menos investimento produtivo e menor geração de empregos. É preciso avaliar não apenas o efeito imediato de uma medida, mas também como ela será financiada no futuro”, acrescenta Pio.
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



