Eleições 2026: Nas primeiras horas de votação 421 urnas foram substituídas no Brasil, diz TSE
São Paulo concentra o maior número de equipamentos substituídos, seguido de Paraná e Pernambuco, mas, de acordo com o TSE, nenhuma seção precisou recorrer à votação manual

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou a substituição de 421 urnas eletrônicas em todo o Brasil nas primeiras duas horas de votação do primeiro turno das eleições, que ocorre neste domingo (4). Apesar das trocas, nenhuma seção eleitoral precisou adotar a votação manual, com cédulas de papel, até as 10h.
De acordo com o relatório divulgado pelo TSE, São Paulo concentra o maior número de urnas trocadas, com 86 equipamentos. Na sequência aparecem Paraná, com 60 substituições, Pernambuco com 51, Rio de Janeiro com 48 e Minas Gerais com 32. No exterior, não houve troca entre as urnas.
O número de substituições correspondem a 0,07% das urnas nas seções eleitoras, o TSE considera uma pequena parcela do total de equipamentos utilizados no país. Segundo o levantamento, são 499.248 urnas instaladas nas seções principais, além de 68.912 equipamentos de contingência.
A troca de urnas faz parte do planejamento das eleições
Por se tratar de máquinas, a substituição de uma urna faz parte dos procedimentos de contingência previstos pela Justiça Eleitoral. Isto não significa que os votos registrados anteriormente sejam perdidos. Na troca, as informações necessárias para a continuidade da votação são transferidas para o equipamento de contingência.
Dessa forma, ficam preservados tanto os votos já registrados quanto a informação sobre quais eleitores já compareceram àquela seção.
Segundo o TSE, diante de uma falha, os mesários inicialmente podem tentar reiniciar o equipamento. Caso o problema persista, há procedimentos que incluem o uso de uma urna de contingência. A substituição ocorre em uma média de cinco a dez minutos.
A votação com cédulas de papel é uma medida excepcional. Ela só deve ser adotada quando os procedimentos de contingência não conseguem restabelecer a votação eletrônica.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



