Eleições 2026: Senado terá maior bancada feminina da história; 12 mulheres foram eleitas
Com a nova composição, a bancada feminina da Casa atingirá 17 integrantes a partir de 2027, marcando a maior representatividade feminina da história

O Senado, a partir de 2027, terá a maior bancada feminina da história. Nesse domingo (4), 12 mulheres foram eleitas para o cargo, o maior número desde a redemocratização.
Somadas às cinco mulheres que atualmente ocupam cadeiras com mandato até 2031, a bancada da Casa terá 17 mulheres a partir do próximo ano, o equivalente a 20% do total de senadores.
O resultado histórico deste domingo (4) reuniu representantes de diferentes campos políticos. Pelo Partido Liberal (PL), foram eleitas Michelle Bolsonaro (PL-DF), Bia Kicis (PL-DF) e Carol de Toni (PL-SC), por Santa Catarina. Pelo Partido dos Trabalhadores (PT), venceram Marília Campos (PT-MG), em Minas Gerais, e Samanda de Lula (PT-RN), no Rio Grande do Norte. Também conquistaram vagas Marília Arraes (PDT-PE), por Pernambuco, e Luizianne Lins (Rede-CE), pelo Ceará.
Completam a lista Mara Rocha (Republicanos-AC), pelo Acre; Marina JHC (PSDB-AL), por Alagoas; Rayssa Furlan (Podemos-AP), pelo Amapá; Gracinha Caiado (União Brasil-GO), por Goiás; e Teresa Surita (MDB-RR), por Roraima.
No Distrito Federal, a eleição formará uma bancada inteiramente feminina. Michelle Bolsonaro (PL-DF) e Bia Kicis (PL-DF) se juntarão a Damares Alves (Republicanos-DF), cujo mandato vai até 2031. Michelle assumirá seu primeiro cargo eletivo, enquanto Bia Kicis chegará ao Senado após dois mandatos como deputada federal.
Gracinha Caiado (União Brasil-GO) e Marina JHC (PSDB-AL) também venceram em suas primeiras disputas eleitorais. Gracinha atuou na gestão de políticas sociais de Goiás durante o governo do marido, Ronaldo Caiado. Marina, ex-primeira-dama de Maceió, em Alagoas, foi eleita na mesma votação em que JHC conquistou o governo de Alagoas.
Entre as candidatas com experiência em mandatos anteriores estão Marília Campos (PT-MG), eleita quatro vezes prefeita de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e Teresa Surita (MDB-RR), que comandou a Prefeitura de Boa Vista, em Roraima. Marília Arraes (PDT-PE), por sua vez, foi vereadora do Recife, em Pernambuco, e deputada federal.
Das seis senadoras que encerrariam o mandato neste ano, Daniella Ribeiro (PP-PB) não disputou a reeleição, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) tentou a eleição para a Câmara dos Deputados e não conseguiu ser eleita. Dentre as que tentavam reeleição, Leila Barros (PDT-DF) e Zenaide Maia (PSD-RN) perderam para outras mulheres. Soraya Thronicke (PSB-MS) e Eliziane Gama (PT-MA) foram derrotadas por homens.
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