‘É uma política do ganha-ganha’, afirma Reginaldo Lopes sobre o fim da escala 6x1
Parlamentar reeleito afirma ainda que a escala é a ‘escravidão moderna deste século’; texto deve ser apreciado no Senado Federal nesta quarta-feira (14)

O deputado federal reeleito Reginaldo Lopes (PT-MG), que esteve entre os cinco mais votados nas eleições deste ano por Minas Gerais, com 215.192 votos, afirmou, em entrevista exclusiva à Itatiaia, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1, de sua autoria, é uma política de “ganha-ganha”. O texto deve ser votado, nesta quarta-feira (14), em dois turnos, com apoio tanto de lideranças da esquerda, quanto da direita.
“O que nós queremos é garantir cidadania, é garantir direito, é garantir vida além do trabalho para o trabalhador brasileiro e é bom para as empresas. A redução, o fim da escala 6x1 é uma política do ganha-ganha, ganha todo mundo. Porque o que prejudica uma sociedade é o trabalhador adoecido. O que prejudica uma família é o trabalhador adoecido. O que prejudica uma empresa é o trabalhador adoecido, não é o trabalhador com qualidade de vida”, defende o parlamentar.
Reginaldo argumenta ainda não haver “nenhuma razão técnica”, evidência científica ou questão econômica que dificulte o fim da escala 6x1. “Muito pelo contrário, no Brasil, infelizmente, quem trabalha mais ganha menos. Quem trabalha 6x1, comparado quem trabalha 5x2 e quem trabalha 40 horas, comparado com quem trabalha 44 horas, quem trabalha mais ganha R$ 31.500 a menos do que as pessoas já estão na escala 5x2”, define.
O deputado federal ainda afirmou que a escala 6x1 é a “escravidão moderna deste século”. “Quem for contrário ao trabalhador ou à trabalhadora, quem for a favor dessa escala 6x1, que eu quero repetir, é a escravidão moderna desse século, que tem a coragem de posicionar e não deve esconder atrás do processo eleitoral. Portanto, eu estou confiante, acredito que nós vamos ter perto de 60 votos, nossa conta é uns 57 votos favoráveis”, pontua.
Para ser aprovada, a PEC precisa de 49 votos favoráveis. A proposta prevê que o texto entre em vigor 60 dias após a promulgação, quando a jornada cai inicialmente de 44 horas semanais para 42 horas e, após um ano, para 40 horas. Exceções à regra podem ser discutidas e aprovadas durante a votação do texto no Senado Federal.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.
Kátia Pereira é jornalista formada pelo Uni-BH e tem especialização em História e Cultura Política pela UFMG. Está na Itatiaia desde 2002. De 2005 a 2026 foi titular na apresentação do Jornal da Itatiaia 1ª Edição e foi editora e apresentadora do Palavra Aberta. Atualmente, apresenta o Jornal da Itatiaia Tarde, o Podcast Notícias Dia e é entrevistadora do canal da Itatiaia no Youtube. Recebeu o Troféu Mulher Imprensa na categoria Âncora de Rádio. Tem passagens por Record TV Minas, Super Notícias/O Tempo e assessoria na Assembleia Legislativa.




