Discursos no palanque de Lula trazem combate à violência contra a mulher no centro do debate
Tanto o chefe de Estado, quanto os candidatos e candidatas abordaram o tema em seus discursos na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte

Em meio ao lançamento das candidaturas de Patrus Ananias ao Governo de Minas e Marília Campos e Áurea Carolina ao Senado Federal, a centralidade dos discursos no comício com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o combate à violência contra a mulher. Tanto o chefe de Estado, quanto os candidatos e candidatas abordaram o tema em seus discursos na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte.
"Mulher não nasceu para apanhar de marido. E nós temos que ensinar desde a creche que o menino não é mais importante que a mulher. Ele não é mais inteligente, ele não é mais forte. Nós temos que ensinar essa baboseira para eles, que homem é homem e mulher é mulher. Eu conheço muitas mulheres mais corajosas que homens", destacou Lula em um dos trechos de sua fala.
A primeira-dama e a as candidatas ao Senado também destacaram a epidemia de violência contra a mulher em seus discursos, enquanto pediram votos no coração da capital. "E quando a mulher está determinada, nós homens que sabemos respeitar, porque a vida se tornou uma fera. Então, companheiros, é o seguinte. Nós estamos nessa luta. E por isso eu quero um quarto mandato", acrescentou Lula.
O petista, assim como Ananias, pediu votos para as candidatas presentes e destacaram o papel da disputa pelo Senado na corrida eleitoral deste ano. "Então, é vocês que no dia 4 de outubro vão chegar na urna, vão ter que votar primeiro para deputado estadual. Tem que votar no nosso pessoal. Tem que votar no time do Lula e no time do Patrus. Depois vai votar em deputado federal. Votar no time do Patrus e no time do Lula. Depois vocês vão votar para senador. Elege essa caboclinha aqui senadora de Minas Gerais (Marília). E elege essa caboclinha votando também para senadora (Áurea). Imagina a revolução Minas Gerais ter duas senadoras para mulher no senado pela primeira eleição", afirmou.
"Aí depois, vocês vão votar no 13 para governador. Aí, depois de votar, depois de votar, sabe, para deputado estadual, federal e senador, vocês vão votar no 13. Depois de você votar aí em Marilena, Áurea, Patrus, deputado estadual federal, sobrou um votinho, vote para mim", completou o petista.
Foco na educação
Outro ponto recorrente no discurso de Lula foi a educação, projetada por ele como uma tônica de um eventual novo governo. "Eu quero que todo mundo tenha chance de estudar. E sobretudo os meninos, porque todo homem tem que ter uma profissão. Quem tem uma profissão, sabe, vai arrumar emprego mais qualificado, vai ganhar um salário melhor, vai poder ajudar a sua família tranquilamente. E as meninas, por que que eu quero que elas aprendam uma profissão? Porque uma mulher com profissão, ela não só vai ganhar mais, ela vai ganhar uma coisa sagrada, a independência dela", defendeu.
"Porque no mundo que eu quero criar, uma mulher não pode viver com alguém a troco de um prato de comida ou a troco de um aluguel. A mulher tem que morar quando ela gostar da pessoa, morar porque ela quer morar. E se o cara não tratar bem, ela que manda o cara ir para o outro lugar e ela vai viver a vida dela. Porque não é possível a gente viver num mundo em que o homem se dá ao luxo de achar que é melhor do que a mulher, achar que é dono da mulher e achar que pode mandar", concluiu.
Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.



