Com Lula, Patrus defende reestatização da Copasa: ‘Pode demorar anos, mas vamos discutir'
Durante agenda em Belo Horizonte com Lula, Patrus Ananias defendeu a estatização de serviços essenciais

O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias (PT), defendeu a reestatização da Companhia de Saneamento (Copasa) nesta sexta-feira (21), durante agenda ao lado do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Praça da Estação, em Belo Horizonte. Apesar da declaração, o petista pregou cautela com o processo e afirmou que pode durar anos.
“Nós vamos rediscutir a reestatização da Copasa, mas não será um passe mágico. Vamos herdar um estado com uma dívida alta, disse aqui e reitero, mais de R$ 200 bilhões em dívida. Precisamos priorizar a educação, a saúde, a cultura, as estradas abandonadas de Minas Gerais”, declarou.
Patrus ressalta que, reestatizar a Copasa, não é um caminho de poucas semanas ou meses, mas um processo que pode demorar anos, por razões econômicas e jurídicas. “O primeiro passo é exigir que a empresa que comprou a Copasa, cumpra efetivamente a sua obrigação. Se ela for demonstrando fragilidade, aí nós vamos entrando, aproveitando a situação para melhorar a nossa posição”, explicou.
O candidato do PT defendeu que serviços como água, saneamento básico e luz elétrica sigam como serviços públicos fundamentais e que promovam direitos e bem-estar da população. Ele também descartou qualquer processo de privatização envolvendo a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
A estatal mineira foi privatizada em junho, após um longo período de tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Um leilão na B3 levou o governo estadual a vender 45% da sua participação na empresa para o Grupo Equatorial, que fez uma proposta de R$ 49,03 por ação da empresa, o que totaliza R$ 5,59 bilhões.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.




