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Deputadas mais velha e mais jovem de SP têm 68 anos de diferença; veja

Luiza Erundina retorna à Assembleia, enquanto Eduarda Campopiano estreia na Casa, com a maior votação da eleição

Por, de São Paulo
Reprodução | Redes Sociais

Luiza Erundina (PSOL), de 91 anos, e Eduarda Campopiano (PL), de 23, terão perfis bastante distintos na próxima legislatura da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Eleitas neste domingo (4), elas serão, respectivamente, a deputada mais velha e a mais jovem da Casa a partir de 2027.

Com 169.567 votos, Erundina voltará à Alesp depois de quatro décadas. A paraibana foi eleita em 1988 a primeira mulher a comandar a Prefeitura de São Paulo e atualmente cumpre seu sétimo mandato consecutivo como deputada federal.

Natural de Uiraúna, no Sertão da Paraíba, Erundina é formada em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e tem mestrado em Ciências Sociais. No início dos anos 1970, chegou a ser impedida pelo regime militar de ingressar como professora na instituição por causa de sua atuação como militante da causa camponesa.

Considerada uma ameaça pelo regime, ela foi perseguida pelos militares e acabou se mudando para São Paulo. Na capital paulista, construiu a carreira política que a levou aos cargos de vereadora, deputada estadual, prefeita e deputada federal.

Do outro lado da faixa etária está Eduarda Campopiano. Vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, ela fará sua estreia na Assembleia Legislativa com uma votação histórica. Aos 23 anos, recebeu 1.956.238 votos e foi a candidata mais votada para a Alesp nas eleições de 2026.

O resultado representa a segunda maior votação já registrada em uma eleição para deputado estadual em São Paulo. O recorde pertence à advogada Janaína Paschoal, que recebeu cerca de 2 milhões de votos em 2018 e atualmente é vereadora da capital pelo PP.

Nascida em Campinas, em 22 de julho de 2003, Eduarda é influenciadora digital e entrou na política eleitoral em 2024. Naquele ano, foi eleita vereadora de Praia Grande com 3.583 votos e tomou posse aos 21 anos, tornando-se a parlamentar mais jovem da história recente da Câmara Municipal da cidade.

Filiada ao PL, Eduarda teve uma campanha estadual fortemente baseada nas redes sociais. Seus conteúdos foram direcionados principalmente ao eleitorado conservador, com defesa da família tradicional, da vida desde a concepção e da presença de princípios cristãos na política. A deputada eleita também se posicionou contra pautas progressistas, o feminismo contemporâneo e o que classifica como “cultura woke”.

Nova composição da Alesp

A eleição em São Paulo teve cerca de 23,2 milhões de votos válidos e 3 milhões de votos brancos e nulos. A abstenção ultrapassou 7,6 milhões de eleitores, o equivalente a aproximadamente 22,5% dos 34,1 milhões de eleitores aptos a votar no estado.

O PL foi o partido que mais cresceu na disputa pela Assembleia e elegeu 28 deputados estaduais, quase um terço das 94 cadeiras da Casa. A legenda foi impulsionada principalmente pela votação de Eduarda Campopiano, que sozinha recebeu 1,95 milhão de votos.

O resultado também fortaleceu o grupo político ligado ao governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). Juntos, PL, PSD, União Brasil, Podemos, PP, Republicanos e MDB elegeram 63 dos 94 deputados estaduais. Com isso, o governo terá uma base considerada confortável para aprovar projetos e conduzir sua agenda na próxima legislatura.

Na oposição, o PT terá a segunda maior bancada, com 15 deputados. O partido foi impulsionado pela votação de Eduardo Suplicy, segundo deputado estadual mais votado do estado, mas perdeu duas cadeiras em comparação com a atual composição da Assembleia.

Já o PSOL se consolidou como a terceira maior força da Alesp e ampliou sua representação, passando a contar com nove deputados estaduais.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduado em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

 

 

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