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‘Defendo a livre negociação’, afirma Roscoe sobre fim da escala 6x1

Candidato ao governo de Minas Gerais critica mudanças unilaterais na jornada de trabalho e defende que medida pode reduzir a capacidade de geração de renda dos brasileiros

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Flávio Roscoe durante sabatina da CNN Brasil nesta terça-feira (25)
Flávio Roscoe durante sabatina da CNN Brasil nesta terça-feira (25) • Reprodução CNN

O candidato ao Governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) defendeu a livre negociação entre trabalhadores e empregadores ao comentar a proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. Segundo ele, medidas unilaterais  tomadas durante o período eleitoral precisam ser avaliadas com cautela para evitar impactos sobre a renda da população. A declaração foi dada durante sabatina promovida pela CNN Brasil nesta terça-feira (25).

Roscoe afirmou que é necessário estudar os efeitos de uma eventual mudança na escala de trabalho antes de estabelecer uma regra para todos os trabalhadores. Para o candidato, uma alteração definida de forma unilateral pode elevar os custos para as empresas e, consequentemente, afetar a renda dos brasileiros.

“A mudança na escala e a redução de jornada vai ser um estudo mais aprofundado. E, unilateral, tentando colocar todos os brasileiros na mesma situação, ela vai, na verdade, reduzir a capacidade do brasileiro de gerar renda. E isso feito num período eleitoral, para mim, chega a ser um doping eleitoral.”

O candidato também questionou quais seriam as consequências econômicas da redução da jornada sem diminuição proporcional dos salários. Segundo Roscoe, a medida poderia aumentar o custo da hora trabalhada e, consequentemente, pressionar os preços de produtos e serviços.

“Se você trabalhar menos e ganhar o mesmo tanto, quer dizer que o custo da hora ficará mais caro. O que isso quer dizer? Que tudo aquilo que você consome em produtos ou serviços vai ficar mais caro?”

Roscoe argumentou ainda que os impactos de uma mudança na jornada seriam diferentes entre os setores da economia. Segundo ele, enquanto algumas atividades teriam condições de absorver os custos adicionais, outras não conseguiriam fazer o mesmo.

Livre negociação

Por isso, o candidato defendeu que eventuais mudanças sejam discutidas diretamente entre trabalhadores e empregadores.

“Quando você faz isso unilateralmente, você tem setores que comportam pagar esse custo e outros que não comportam. Por isso que o mecanismo mais inteligente é o da negociação entre as partes.”

Ao defender a livre negociação, Roscoe afirmou que também é necessário calcular os efeitos de qualquer mudança antes de sua implementação. Para ele, decisões tomadas de forma apressada durante o período eleitoral podem gerar consequências econômicas negativas.

“A gente defende a livre negociação, sempre defendi, e defendo também que os efeitos da medida sejam calculados para que não seja um tiro pela culatra, mais um tiro pela culatra que o Brasil dá no seu pé em função de um debate eleitoral.”

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.

 

 

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