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Cunha perde eleição em Minas, culpa Nikolas Ferreira e afirma: ‘Vítima da situação’

O candidato repetiu uma estratégia que já havia falhado em São Paulo e no Rio de Janeiro, com investimento direto em rádios evangélicas e tentando formar base eleitoral no interior

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Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, não foi eleito por Minas Gerais
Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, não foi eleito por Minas Gerais • José Cruz/Agência Brasi... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/politica/justica-eleitoral-de-minas-gerais-rejeita-registro-de-candidatura-de-eduardo-cunha/. O conteúdo de CartaCapital está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos

Com a candidatura impugnada, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) recebeu pouco mais de 31 mil votos em Minas Gerais e não foi eleito pelo estado no pleito deste domingo (4). O candidato repetiu uma estratégia que já havia falhado em São Paulo e no Rio de Janeiro, com investimento direto em rádios evangélicas e tentando formar base eleitoral no interior, o que novamente falhou em território mineiro.

Questionado sobre ter ficado de fora da lista de eleitos, Cunha lamentou. “Simplesmente sou vítima da situação de espalharem pelo estado inteiro que votar em mim seria perder o vigor pois estava impugnado. Além disso, o excesso de votos do Nikolas afetou diretamente a base que detinha, assim como afetou a votação da maioria dos candidatos que perderam voto”, afirma.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) rejeitou, em setembro, embargos de declaração da defesa do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos) contra a decisão que indeferiu sua candidatura à Câmara dos Deputados. Com a medida, a Corte manteve o entendimento que considera Cunha inelegível até fevereiro de 2027.

O relatório do desembargador Sálvio Chaves foi acolhido por unanimidade no TRE-MG. Segundo a ação movida pelo Ministério Público Eleitoral, o ex-presidente da Câmara estaria inelegível devido à cassação do seu mandato em 2016 por quebra de decoro parlamentar, o tornando inelegível por oito anos após o fim da legislatura.

Contudo, a defesa do candidato argumentava pela aplicação da nova Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2025. No caso, a legislação passou a contar os oito anos de inelegibilidade a partir da data da cassação, e não mais no fim da legislatura. Assim, Cunha já estaria elegível desde setembro de 2024 – o que a Justiça Eleitoral não confirmou.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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