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Conheça a carreira política de Mailza Assis, pré-candidata ao Governo do Acre

Atual governadora, ex-senadora e ex-secretária de Assistência Social assumiu o estado após a renúncia de Gladson Cameli

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Mailza assumiu o Governo do Acre em abril de 2026 e busca permanecer no cargo pelo voto popular • Roque de Sá/Agência Senado

A atual governadora do Acre Mailza Assis (PP) é pré-candidata à reeleição para o Governo do Acre nas eleições de 2026. Sendo ex-senadora e eleita vice-governadora em 2022, ela assumiu definitivamente o Executivo estadual em abril deste ano, após a renúncia de Gladson Cameli (PP), que deixou o cargo para disputar o Senado.

Com a sucessão, Mailza é a segunda mulher a governar o Acre, 40 anos depois de Iolanda Fleming. A pré-candidatura é sustentada pela Federação União Progressistas, formada por Progressistas e União Brasil. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) ficou responsável por indicar a vice, e a ex-deputada federal Jéssica Sales aceitou o convite para compor a chapa.

Mailza é pedagoga e pós-graduada em políticas públicas e natural de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, mas construiu sua trajetória política no Acre, principalmente em Senador Guiomard, na região metropolitana de Rio Branco. 

Sua entrada na administração pública ocorreu no município. Em 2009, assumiu a Secretaria de Administração e, posteriormente, comandou áreas ligadas à assistência social, cidadania e articulação institucional. Também foi primeira-dama durante a gestão do então prefeito James Gomes.

Antes de ingressar no Progressistas, passou pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A aproximação com o grupo de Cameli foi decisiva para sua chegada ao Senado e, mais tarde, ao governo estadual. Em 2014, a pré-candidata foi eleita primeira suplente do ex-senador na Casa. Ela assumiu definitivamente a cadeira em janeiro de 2019, após Cameli ser eleito governador. 

Durante o mandato, exerceu funções de liderança partidária e atuou principalmente em temas ligados à assistência social, proteção às mulheres, regularização fundiária, desenvolvimento da Amazônia e apoio aos municípios. A pré-candidata esteve em um projeto para combater candidaturas femininas fictícias usadas apenas para cumprir a cota mínima de gênero e destinou emendas para saúde, infraestrutura, assistência social e aquisição de equipamentos.

Nas eleições de 2022, a pré-candidata foi escolhida para a vaga de vice na chapa de Cameli e venceram. Mailza deixou o Senado e tomou posse como vice-governadora em janeiro de 2023. 

Feitos de Mailza ao Acre

A pré-candidata acumulou a função de secretária de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos em 2024. Na pasta, coordenou ações voltadas a famílias de baixa renda, mulheres, crianças, idosos, migrantes e outros públicos atendidos pela rede estadual de proteção.

Entre as iniciativas está o programa Juntos pelo Acre, que reúne serviços assistenciais, distribuição de donativos e atendimentos itinerantes nos municípios e em comunidades afastadas. 

Mailza também participou da resposta às enchentes. Segundo ela, o estado criou um planejamento para identificar áreas vulneráveis, organizar abrigos e antecipar a distribuição de alimentos, água e outros itens. A pré-candidata diz que pretende entregar 2,6 mil moradias, priorizando famílias que vivem em áreas de risco ou são atingidas repetidamente pelas cheias.

Mas antes de assumir definitivamente, Mailza exerceu o cargo de governadora em exercício em diferentes ocasiões. Nesses períodos, participou de entregas, assinou convênios e conduziu agendas administrativas. Ela afirma ter mantido uma relação de lealdade com Cameli, inclusive durante os questionamentos judiciais enfrentados pelo então governador.

Após assumir o governo, Mailza confirmou a intenção de disputar a reeleição e pretende transformar o resultado nas urnas em consequência das entregas realizadas pela administração. A pré-candidata diz que manterá o foco na conclusão de obras, na execução de programas e na entrega de investimentos planejados pela gestão.

Continuidade da gestão de Gladson

A pré-candidatura é apresentada como continuidade do grupo político que governa o Acre desde 2019. Cameli pretende concorrer ao Senado e participar da campanha ao lado da sucessora. A governadora afirma, porém, que busca imprimir características próprias à administração, como maior proximidade com os municípios, atenção às políticas sociais e acompanhamento direto das ações.

Entre as prioridades estão as obras iniciadas pela administração estadual. Mailza declarou que o governo possui aproximadamente R$ 350 milhões previstos para reformas, recuperação de ramais e projetos de infraestrutura urbana.

Mailza também destaca investimentos em serviços de alta complexidade, como a ampliação dos exames de ressonância magnética, a implantação de cirurgia robótica e a instalação de um equipamento de PET Scan para pacientes do SUS.

Segundo ela, os investimentos podem reduzir a necessidade de deslocamento para tratamento em outros estados. A pré-candidata também anunciou a realização de cerca de 650 cirurgias em um mês para diminuir a demanda reprimida.

Os procedimentos seriam feitos em unidades de Rio Branco e de municípios como Senador Guiomard, Plácido de Castro e Brasileia.

Mailza ressalta, no entanto, que os equipamentos de alta tecnologia não substituem a necessidade de melhorar o atendimento básico, garantir médicos, medicamentos, exames e acolhimento nos hospitais.

A segurança das fronteiras com Peru e Bolívia também está entre os temas da pré-campanha, com a pretensão de implantar reforço ao policiamento e o trabalho de inteligência. Entre as medidas citadas estão concurso para a Polícia Civil com 139 vagas, aquisição de armamentos, entrega prevista de 118 viaturas, ampliação do videomonitoramento e instalação de unidades em pontos estratégicos.

Mailza é de direita ou esquerda?

Ela se define como uma política de direita e conservadora. Esse posicionamento, segundo a pré-candidata, está ligado aos princípios pessoais e à forma como conduziu os mandatos, e não apenas à filiação partidária.

A governadora afirma, porém, que não é radical e reconhece a importância de políticas defendidas por outros campos ideológicos. Nas articulações estaduais, a chapa reúne partidos de diferentes posições nacionais. Além da Federação União Progressistas e do MDB, Mailza mantém diálogo com PL, PDT e outras legendas governistas.

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Jornalista pela PUC Minas. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público.

 

 

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