Conheça a carreira de Cabo Daciolo, pré-candidato à Presidência
Bombeiro militar e ex-deputado federal, ganhou projeção ao liderar a greve dos bombeiros do Rio em 2011 e disputa a Presidência pela segunda vez em 2026

Ex-deputado federal e bombeiro militar de formação, Cabo Daciolo (Mobiliza) é pré-candidato à Presidência da República em 2026. É a segunda vez que disputa o cargo: em 2018, terminou em sexto lugar na corrida presidencial.
Na disputa pelo Palácio do Planalto, Daciolo se apresenta com um discurso que combina pautas conservadoras, forte apelo religioso e crítica ao sistema político. A candidatura será oficializada na convenção partidária, prevista para agosto.
Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos nasceu em Florianópolis (SC), em 30 de março de 1976. Ainda jovem, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou no Corpo de Bombeiros Militar. Pastor evangélico, costuma associar suas posições políticas a princípios religiosos. O apelido "Cabo" vem da carreira na corporação, embora tenha alcançado a patente de terceiro-sargento.
A greve dos bombeiros e a projeção nacional
Daciolo ganhou notoriedade em 2011, quando foi um dos líderes da greve dos bombeiros do Rio de Janeiro, movimento que reivindicava melhores salários e condições de trabalho. O protesto teve grande repercussão nacional.
Por conta da atuação no movimento, chegou a ser preso e, posteriormente, foi expulso da corporação. O episódio projetou seu nome e abriu caminho para a entrada na política.
Deputado federal
Em 2014, Daciolo foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, então filiado ao PSOL. O mandato começou em 2015 e foi marcado por conflitos com o partido.
Ainda em 2015, foi expulso do PSOL após propor uma emenda à Constituição para incluir a expressão "todo poder emana de Deus", em contraposição ao princípio do Estado laico. Após a saída, passou a integrar outras legendas e manteve um discurso de forte teor religioso e nacionalista no Congresso.
A eleição de 2018
Em 2018, Daciolo disputou a Presidência da República pela primeira vez, pelo Patriota. A campanha ficou conhecida pela baixa arrecadação e pelo estilo marcado por referências religiosas e nacionalistas.
Ele terminou a eleição em sexto lugar, com mais de 1,3 milhão de votos, o equivalente a 1,26% dos votos válidos. O resultado chamou atenção por superar candidatos de partidos tradicionais, como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos), e consolidou uma base de apoiadores fiéis.
As trocas de partido
A trajetória de Daciolo é marcada por sucessivas mudanças de legenda. Depois do PSOL, passou por Avante, Patriota, Podemos, PL, PTB, Pros, PMB, PDT e Republicanos antes de se filiar ao Mobiliza, em 2026.
Em 2022, lançou pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Pros e, em seguida, migrou para o PDT para disputar uma vaga no Senado. Nessa eleição, recebeu 3,49% dos votos e não foi eleito.
A pré-candidatura em 2026
Daciolo anunciou o retorno à política em outubro de 2025 e oficializou a filiação ao Mobiliza, antigo Partido da Mobilização Nacional (PMN), em abril de 2026, quando confirmou a pré-candidatura à Presidência.
Como em campanhas anteriores, mantém o discurso de apelo religioso e a defesa do que chama de transformação da "colônia brasileira" em "nação brasileira", lema recorrente em suas manifestações públicas.
Jornalista formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atuou com produção de conteúdo editorial e cobertura de pautas voltadas a tecnologia, negócios e comportamento digital. Cobre as eleições de 2026 para a Itatiaia.




