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Como foi a estreia dos candidatos ao Senado e ao Governo de MG no horário eleitoral

Referências a Lula e Bolsonaro, além de tentativas de se apresentar ao eleitor marcam o primeiro dia com propagandas nas redes de televisão nesta corrida eleitoral

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Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT) começaram suas campanhas no rádio e TV nesta sexta (28)
Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT) começaram suas campanhas no rádio e TV nesta sexta (28) • ALMG

O horário eleitoral gratuito começou a ser exibido nas redes de televisão e rádio nesta sexta-feira (28) com as campanhas para deputado estadual, senador e governador. Às 13h foram ao ar os primeiros materiais na televisão.

 

Domingos Sávio, candidato do PL ao Senado, foi o primeiro a ter seu programa exibido. Ele se apresenta como o nome escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar uma das vagas de Minas Gerais e pediu o voto do eleitor mineiro para ‘endireitar’ a Câmara Alta do Congresso Nacional.

 

Na sequência, foi a vez de Marcelo Aro, candidato ao Senado pelo PP. Ele usou o programa inaugural para se apresentar e citar sua filha mais velha, Mariazinha, motivo que Aro apresenta como razão de sua vida pública para atuar em benefício de pessoas com doenças raras. O ex-deputado federal citou sua atuação como secretário de Governo na gestão de Romeu Zema (Novo) e seu trabalho como repórter de televisão durante o vídeo e evitou temas polêmicos como redução da maioridade penal, impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e castração química para estupradores.

 

O senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD) estreou no horário eleitoral gratuito com uma propaganda integralmente relacionada à atuação do parlamentar na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O programa usou falas do parlamentar no Senado durante a realização das sessões de investigação sobre os desvios feitos ilegalmente em contas de aposentados.

 

Arcanjo Pimenta (MDB), se apresentou como “o primeiro homem negro de um partido centro a ser candidato ao Senado por Minas Gerais” e encerrou seu programa ao lado de seu correligionário Gabriel Azevedo, postulante ao Governo de Minas.

 

Na sequência veio o programa do PSDB com um ar de incógnita: na propaganda veiculada na televisão aberta foi feita apenas uma chamada repetida diversas vezes com a inscrição na tela e a locução “senador é 456”, já que Aécio só foi anunciado como candidato pelo partido apenas horas após a exibição do material.

 

Já Marília Campos (PT) utilizou seu programa de abertura para veicular seu jingle eleitoral como fundo para imagens de agendas de campanha e conta ainda com trechos rápidos de discursos da própria candidata ao Senado e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Áurea Carolina (PSOL) encerra a sequência de candidatos ao Senado. No programa, ela se apresenta, enquanto caminha pelo Centro de Belo Horizonte, como uma ‘trabalhadora da política’ e reforça o fato de que, neste ano, o eleitor terá dois votos para senador. A peça inclui ainda um vídeo da ex-deputada federal ao lado do presidente Lula.

 

Candidatos ao Governo

 

O governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD) foi o primeiro dos postulantes ao Palácio Tiradentes a apresentar seu programa. Com 2 minutos e 46 segundos, o pessedista tem o maior tempo de tela e a usou para se apresentar. “É provável que você não me conheça”, afirma o ex-vice de Romeu Zema no início do material.

 

Simões falou com um tom de voz calmo e listou o que ele considera avanços do governo do qual participou com foco em estradas, merenda nas escolas, hospitais regionais, ampliação do metrô, aumento de policiais nas ruas e a retomada do pagamento da dívida com a União. 

 

Gabriel Azevedo (MDB) usou seus 48 segundos de propaganda para se apresentar como um “alguém diferente”, que não fará uma campanha para servir de palanque para nomes da esquerda ou da direita.

 

Na sequência, Flávio Roscoe (PL) abriu sua propaganda com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) atuando em uma cena em que ele assista à televisão e reclama sobre os políticos no Brasil. Logo após o candidato bolsonarista aparece e se apresenta. Ele critica a atual gestão do estado: “do jeito que está, Minas vai quebrar”. O empresário cita ainda seu histórico como presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) para credenciá-lo como bom gestor.

 

Alexandre Kalil (PDT) foi o candidato seguinte. Ele brincou com o fato de ter apenas 41 segundos disponíveis para sua propaganda: “meu tempo aqui é curto porque eu sou ruim de conchavo”, em referência a sua coligação com partidos com pouca representação no Congresso Nacional. Ele focou em sua atuação na Prefeitura de Belo Horizonte para se apresentar ao eleitor como alguém que ‘mais faz do que fala’.

 

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) abriu seu programa exibindo manchetes sobre sua liderança nas pesquisas de intenção de voto e sobre a novela que se tornou sua decisão sobre ele ser ou não candidato ao Governo de Minas. Na sequência o parlamentar aparece em frente a um fundo preto, reafirma sua condição de postulante ao Palácio Tiradentes e diz que seu objetivo é reduzir o custo de vida do mineiro.

 

O último a exibir seu programa foi Patrus Ananias (PT). O programa do petista foi integralmente focado nos discursos do próprio candidato e do presidente Lula durante ato de campanha na Praça da Estação na última sexta-feira (21). 

 

O foco das falas foi a justiça social e a segurança alimentar, com referências à atuação de Patrus como o primeiro ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Brasil durante o primeiro governo Lula (2003-2007). 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

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