Gabriel Azevedo faz elogios e se aproxima de Augusto Cury nas redes
Emedebista concorre ao Governo de Minas, mas partido não tem candidato à Presidência da República

O candidato do MDB ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo, fez um post, nesta quinta-feira (27), nas redes sociais, elogiando o candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante). O escritor, que é apontado como o psiquiatra mais lido do mundo, disparou nas redes sociais após o debate da Band, nos últimos cinco dias. Somente no Instagram, Cury ganhou 2 milhões de seguidores e chega à marca dos 10,5, ficando atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (14,9 milhões) e de Flávio Bolsonaro (11,3 milhões).
Debates
No post, Azevedo diz que gostou do que viu. “Vejam a importância dos debates. É inadmissível que um candidato falte a um debate. Sempre defendi isso. Também é fundamental que alguém que se candidate à Presidência da República tenha postura. Não consegui assistir ao primeiro debate presidencial porque estou em campanha para governador de um Estado com 853 municípios. Agora, na estrada, voltando de Três Pontas para Belo Horizonte, consegui acompanhar alguns trechos”, contou.
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Postura
O emedebista também ressaltou a postura do candidato. “Já o encontrei pessoalmente e preciso dizer: que bom ver alguém sereno concorrendo à Presidência da República. Que bom ver alguém capaz de defender as próprias ideias sem ofender o próximo. Que bom perceber que uma pessoa que nunca disputou outro cargo político decidiu se colocar à disposição do país. A democracia não é um regime reservado a uma casta. É o sistema em que qualquer cidadão pode apresentar propostas, concorrer e se submeter ao julgamento popular”, afirmou.
Sem declaração de votos
Apesar dos elogios, Gabriel Azevedo frisou que não está declarando voto e citou pontos de discordância com o presidenciável. “Não estou declarando voto. Além de candidato a governador, sou um cidadão brasileiro preocupado com os rumos do país. Sou um mineiro que entende que chegou a hora de encerrar a irracionalidade que separa amizades e famílias. Eu quero paz. A maior parte dos brasileiros quer um país pacificado, capaz de dialogar e de se sentar à mesa. (...) Fica, portanto, meu reconhecimento ao candidato que se apresentou com serenidade, ainda que eu não conheça todos os seus posicionamentos e discorde de alguns, como a anistia aos envolvidos no ato de 8 de janeiro de 2023. Sou um democrata. Sempre. O brasileiro está com saudades da normalidade institucional. Para ser presidente da República Federativa do Brasil, um dos primeiros passos é saber se comportar como tal”, concluiu o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.



