Com vitória eleitoral de Lula, PT poderá ampliar número de indicações no STF; veja os números
Manutenção de Lula no Palácio do Planalto pode render, até 2030, 22 anos de gestão petista neste século e, por conseguinte, um acúmulo de indicações de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF)

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República marca a recondução do petista ao cargo pela quarta vez e projeta um cenário de governos petistas por 22 de 30 anos neste século. Neste contexto, presidentes do Partido dos Trabalhadores poderão ter escolhido, em 2030, 8 dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na atual composição da corte, governos petistas escolheram 6 dos 10 magistrados que integram a Suprema Corte (a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso segue aberta). A ex-presidente Dilma Rousseff indicou Luiz Fux e Edson Fachin, enquanto Lula indicou Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Com Lula renovando sua presença no Palácio do Planalto até 2030, o petista poderá escolher mais quatro nomes para a Corte. Um para a vaga deixada por Barroso desde outubro de 2025 e outros três para as cadeiras de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, cujas aposentadorias estão previstas para 2028, 2029 e 2030, respectivamente. Ao fim do mandato, presidentes petistas terão, portanto, indicado 8 dos 11 ministros do Supremo.
As exceções às indicações petistas são Alexandre de Moraes, escolhido por Michel Temer (MDB) para a Corte; e Kássio Nunes Marques e André Mendonça, ambos indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



