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Caso Master: Valdemar ainda quer Ciro Nogueira no palanque de Flávio Bolsonaro

Presidente do PL destacou a importância do PP no pleito e defendeu a presunção de inocência do senador alvo de operação relacionada ao Banco Master

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Valdemar Costa Neto quer evitar crise no PL após foto de deputado 'fazendo o L'
Presidente nacional do PL comentou sobre o impacto do Caso Master nas eleições • Beto Barata/ PL

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse que quer ter o PP entre seus aliados nas eleições de outubro e afirmou que o senador Ciro Nogueira, presidente da legenda, tem o direito de apresentar sua defesa sobre as acusações de envolvimento no escândalo do Banco Master antes que seu papel na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto seja descartada.

 

Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (12), Valdemar comentou sobre a aliança do PL com Ciro Nogueira. 

 

“O Ciro preside um grande partido. O PP é um grande partido e nós o queremos do nosso lado sim. E ele estava na oposição a esse governo (de Lula), todos sabem disso, há um bom tempo. Ele vai fazer a defesa dele, vamos ver o que vai acontecer. Porque eu acredito que o Ciro é um líder político que tem direito a defesa. [...] Hoje ainda queremos (Ciro no palanque de Flávio), por que não? Até que se prove alguma coisa contra ele. Se provarem, a conversa muda. Temos que dar o direito dele se defender”, afirmou o dirigente partidário.

 

O senador piauiense foi ministro-chefe da Casa Civil no Governo de Jair Bolsonaro (PL) e atuou na oposição ao Governo Lula neste mandato.

 

Na última quinta-feira (7), Nogueira apareceu em diálogos reproduzidos na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a quinta fase da Operação Compliance pela Polícia Federal. A ação teve o senador como um dos alvos.

 

Na decisão, uma troca de mensagens obtida a partir do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sugere pagamentos mensais que chegaram a  R$ 500 mil para Nogueira. A atuação do senador inclui propostas que ajudariam a instituição, como uma emenda em um projeto que aumentaria os valores cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

 

Na prática, a medida daria mais garantia para investidores que escolhessem o Master para aportar investimentos, mesmo que o banco já estivesse em vias de quebrar. Mesmo sem o sucesso da emenda de Nogueira, a liquidação do banco de Vorcaro causou um rombo de quase R$ 52 bilhões no FGC, o maior da história do fundo financiado pelas instituições financeiras.

 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.