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Canal ‘Exército do Lula’ sai do ar e poderá ser retomado até quinta-feira (15)

Medida atende decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deu prazo de 48 horas para a retomada do canal com quase 4 milhões de pessoas

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Canal 'Exército do Lula' fora do ar
Canal 'Exército do Lula' fora do ar • Reprodução/Redes Sociais

Mesmo após o registro do canal ‘Exército do Lula’ como meio de comunicação oficial da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o grupo do WhatsApp saiu do ar na noite dessa terça-feira (13). A medida atende decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deu prazo de 48 horas para a retomada.

Criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), o canal virou o centro de um embate entre a campanha do presidente Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que alegava a disseminação de notícias falsas e a regularidade do grupo.

Na decisão que autorizou o funcionamento do canal, o ministro disse que a suspensão não se justifica mais após o registro da página no TSE. Antes do registro, Nunes Marques havia condicionado o funcionamento do canal ao cumprimento da medida e tornou possível a responsabilização da coligação de Lula pelo conteúdo disseminado no grupo.

A decisão ocorreu após um relatório técnico do TSE apontar que mensagens veiculadas no canal entre os dias 25 e 29 de setembro, ainda antes do primeiro turno, foram apagadas ou editadas. O documento afirma que não foram encontrados os conteúdos apontados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como falsos.

Segundo Nunes Marques, o canal funcionaria como uma coordenação da campanha petista, sendo “incontroverso” a atuação de Janones, o que tornaria o registro no TSE obrigatório. O magistrado também determinou que a Meta adote medidas de acompanhamento “proativo” das publicações no canal e dos demais canais públicos de grande alcance indicados pelas campanhas

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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