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Ben Mendes afirma que estado precisa ‘responder na bala’ contra facções criminosas

O candidato compara a atuação dos grupos criminosos, que vêm dominando parte dos territórios mineiros, especialmente na capital, com um 'estado estrangeiro invasor'

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Candidato do Missão ao Governo de Minas, Ben Mendes
Candidato do Missão ao Governo de Minas, Ben Mendes • Marcello Pereira / Itatiaia

Candidato ao Governo de Minas, o advogado Ben Mendes (Missão) afirmou que o estado precisa “responder na bala” contra as facções criminosas. A declaração ocorreu durante sabatina da Itatiaia com os postulantes ao Palácio Tiradentes, veiculada neste sábado (22). Ele compara a atuação dos grupos criminosos, que vêm dominando parte dos territórios mineiros, especialmente na capital, com um “estado estrangeiro invasor”.

“Se elas (as facções) estão dominando territórios aqui em Minas Gerais, criando um poder paralelo aqui em Minas Gerais, porque eu posso provar constitucionalmente, eu disse a vocês que eu sou advogado, o pacto federativo da Constituição da República, ela estabelece que os estados, eles são entes autônomos da Federação e devem ser harmônicos”, pontuou.

“Porque quando as facções falam que se você descumprir a lei delas, você vai entrar na bala, ela tá criando o Código Penal, o Código Processual Penal e um Código de Execução Penal próprio. E só compete à União legislar sobre matéria penal. Então, nós temos hoje um estado de coisa inconstitucional aqui no Estado de Minas Gerais, que facções estão agindo como um estado estrangeiro invasor”, acrescentou.

Como exemplo, o candidato citou hipotética invasão da Coréia do Norte ao Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. No cenário estipulado, segundo Ben Mendes, não haveria questionamento por parte da população caso o Exército brasileiro atacasse os invasores. “Mas quando se trata de facções criminosas, existem grupos da sociedade e grupos políticos, eu quero dizer à esquerda, que trata essas pessoas como se elas fossem cidadãos privilegiados, não o são. São cidadãos são pessoas pessoas que estão tocando terror contra a comunidade trabalhadora dos do estado de Minas Gerais”, declarou.

“Então, no meu governo, nós responderemos na bala contra as facções criminosas. Se apresentou resistência ostensiva ou resistência tácita e por resistência tácita, entende, está portando um armamento, significa que está resistindo ao poder do Estado Mineiro e do Estado Brasileiro. Então, a polícia militar terá toda a autonomia para responder na bala e devolver a segurança, porque no meu governo, aqui em Minas Gerais, o motorista de aplicativo ele vai vai se despedir da sua esposa em casa, dos seus filhos e ele vai ter a certeza, a garantia de que ele vai retornar para casa levando o sustento”, afirma.

Críticas a Zema e Simões

O candidato ainda afirma que os governos de Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões (PSD) “desmotivaram” a Polícia Militar que, segundo ele, ficou “abandonada” durante as gestões. “Eu poderia dizer que o principal problema de Minas Gerais é a dívida pública, porém, antes da dívida pública tem algo que afeta muito mais a vida do cidadão mineiro, que é justamente a insegurança pública. Nós temos hoje uma tropa da Polícia Militar que está desmotivada, uma tropa que está abandonada pela atual gestão do governo estadual. Essa tropa não está abandonada apenas nesta gestão, o abandono começou lá no governo do petista, do Pimentel, que lá atrás já parcelou salários do funcionalismo público, o 13º não era garantia porque não recebiam. Então, a insegurança pública tomou conta do nosso estado”, defende.

“Hoje nós já temos facções criminosas que vêm dos estados adjacentes, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e essas facções já estão dominando territórios em Minas Gerais. já é um fato. Nós não estamos fazendo apenas uma previsão de que as facções virão. Não, isso já é um fato, não é prognóstico. Então hoje nós temos um estado que precisa responder também na bala com as facções contra as facções criminosas”, finaliza.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

 

 

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