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Ben Mendes diz que Zema ‘esqueceu de governar’ para ‘cavar vaga’ à Presidência

A resposta ocorreu após o candidato ser questionado sobre como seria, em uma eventual gestão à frente do Governo de Minas, a relação com o governo federal

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Candidato do Missão ao Governo de Minas, Ben Mendes • Marcello Pereira / Itatiaia

Candidato do Missão ao Palácio Tiradentes, o advogado Ben Mendes criticou o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), durante sabatina da Itatiaia com os postulantes ao Executivo mineiro. “Faço o compromisso público aqui, eu não serei o governador de Minas Gerais que vou ficar tentando cavar a minha vaguinha de presidente da República esquecendo de governar o estado de Minas Gerais, porque nós vimos isso na última gestão”, disparou.

A resposta ocorreu após o candidato ser questionado sobre como seria, em uma eventual gestão à frente do Governo de Minas, a relação com o governo federal. Mendes declarou que não trabalha com a possibilidade de que Renan Santos, candidato de seu partido à Presidência, não vença o pleito, mas ponderou que faria, mesmo com outro governante, “todas as articulações necessárias”.

“No meu governo nós governaremos Minas Gerais fazendo todas as articulações que serão necessárias com o Governo Federal, entendendo que é o direito dos mineiros que deve sobressair. É o interesse do povo mineiro que deve sobressair. Minas Gerais sempre foi o estado mais importante da Federação. Nós sempre disputamos com São Paulo o protagonismo perante a República Federativa do Brasil, mas nos últimos anos, por falta de gestão, nós perdemos sequer o segundo lugar. Hoje, Minas Gerais é esquecida no debate nacional. Nós precisamos e vamos retomar o protagonismo de Minas fazendo interlocução com o governo federal para colocar novamente esse estado na glória que sempre teve o estado de Tiradentes”, declarou.

Propag e dívida de Minas com a União

Em relação à dívida de Minas com a União e a entrada do estado no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o candidato avaliou a política pública como melhor do que o antigo Regime de Recuperação Fiscal, mas prometeu lidar com o problema a partir de três eixos: “O primeiro é uma auditoria, embora para assinar o Propag, o estado de Minas reconheceu a existência da dívida de R$ 179,3 bilhões, primeiro, precisaríamos de uma auditoria independente e séria”, argumenta.

“Em se reconhecendo de fato a existência da dívida, nós vamos para o segundo passo, que é: o Supremo Tribunal Federal é o órgão da República escolhido pela Constituição responsável por manter a integridade do pacto federativo. A partir do momento em que a União, que é um dos entes da Federação, cobra uma dívida de forma draconiana de um ente da Federação impedindo a existência e a prestação de serviços básicos à sociedade, nós temos um ente da federação descumprindo o pacto federativo e o Supremo tem que ser instado a manter a lisura do pacto federativo”, avaliou.

Contudo, Ben Mendes nega que a solução seja análoga à de Fernando Pimentel (PT), ex-governador de Minas Gerais que conseguiu uma liminar no Supremo para sustar o pagamento da dívida. “A advocacia geral do estado vai conversar com a advocacia geral da União perante o Supremo Tribunal Federal para que nós façamos o pagamento da dívida de forma a que nós consigamos manter o serviços à população, à sociedade mineira. E aí nós podemos negociar e vamos negociar os juros retroativos, porque o o Propag não aborda essa questão dos juros retroativos”, explicou.

O terceiro ponto, de acordo com o candidato, seria “desenvolver o estado”. “Se você tem uma dívida e o seu orçamento não está conseguindo pagar essa dívida, você vai fazer o quê? Você vai fazer algum outro trabalho para complementar a renda, isso na sua vida privada. Na vida pública, o Estado precisa o quê? Se ele deve criar um ambiente de de desenvolvimento, atrair empresas externas, capital externo, seja externo de outros estados, quanto externo de outras nações, para investir neste Estado que tem potencial para investimento, para que nós aumentemos a receita pública sem aumentar impostos, porque o nosso povo não merece mais nenhum imposto criado, mas que o orçamento aumente com esses investimentos que serão atraentes para Minas Gerais”, finaliza.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

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Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

 

 

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