Ato da esquerda no 7/9 em BH tem ausência de Patrus e força de partidos 'nanicos'
O grupo se concentrou pela manhã na Praça da Rodoviária e, depois, seguiu em direção ao Viaduto Santa Tereza, onde os manifestantes foram dispersados

Manifestantes, representantes de diferentes sindicatos e organizações sociais se reuniram nesta segunda-feira (7), no Centro de Belo Horizonte, para a 32ª mobilização do Grito dos Excluídos.
O ato, que ocorreu sob chuva na capital mineira, foi marcado pela ausência de Patrus Ananias, candidato do PT ao governo de Minas. O petista estava previsto para participar da manifestação, mas o compromisso de campanha precisou ser cancelado em razão do falecimento do irmão dele, Márcio José Patrus Ananias, de 81 anos. Os nomes da federação formada com o partido em Minas ao Senado, Áurea Carolina (PSOL) e Marília Campos (PT) não estiveram presentes.
O grupo se concentrou pela manhã na Praça da Rodoviária e, depois, seguiu em direção ao Viaduto Santa Tereza, onde os manifestantes foram dispersados.
Partidos "nanicos" marcam presença
Apesar da ausência do PT, candidatos ao governo de Minas de três diferentes partidos do campo progressista estiveram na mobilização: Rafael Duda, do PSTU; Túlio Lopes, do PCB; e Indira Xavier, do UP.
Em conversa com a Itatiaia, os três candidatos defenderam a soberania nacional e a democracia.
As terras raras estão sendo assediadas pelo imperialismo norte-americano e australiano, e aqui nenhum governo enfrenta isso. Por isso, nós estamos aqui para falar, de fato, que, para termos soberania, temos que ter controle das nossas riquezas, reestatizar as principais empresas da mineração e do agronegócio.
Nós sempre nos reunimos nesta parte baixa do Centro para defender o lado da esquerda, que é o lado do povo. Outros setores da direita também irão reivindicar essa data, mas por perspectivas nacionalistas, vinculadas ao interesse da elite econômica deste país. Estamos aqui para manifestar apoio a todos aqueles que são excluídos da sociedade, principalmente em relação aos seus direitos econômicos.
Nosso país não passou a limpo sua história. Tivemos um golpe de Estado em que os generais, os torturadores, os facínoras que promoveram essa ditadura não foram para o banco dos réus. É exatamente por isso que vimos, no dia 8 de janeiro de 2023, mais uma tentativa de golpe. Quando o povo vem para as ruas no dia 7 de setembro, é para defender a soberania, a independência, mas que não seja atrelada a essas Forças Armadas.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



