Em BH, ‘Grito dos Excluídos’ faz coro em defesa da soberania nacional neste 7/9
Tradicional ato da esquerda no 7 de setembro reuniu dezenas de pessoas na Praça da Rodoviária, em BH

O tradicional Grito dos Excluídos, ato promovido pelos movimentos sociais de esquerda no 7 de setembro, reuniu dezenas de pessoas na Praça da Rodoviária, no Centro de Belo Horizonte, nesta segunda-feira. Na caminhada, os manifestantes fizeram coro em defesa da soberania nacional, pediram o fim da escala de trabalho 6x1 e criticaram a escalada dos casos de feminicídio em Minas Gerais.
A concentração começou às 9h30, com caminhada pela Avenida Afonso Pena até a Praça Sete, e encerramento com atividades culturais no Viaduto Santa Tereza. Esta é a 32ª edição do Grito dos Excluídos, realizado desde 1995 sempre no Dia da Independência, como contraponto às celebrações oficiais.
Segundo Túlio Lopes, candidato do Partido Comunista do Brasil (PCB) ao governo de Minas Gerais, a pauta da manifestação é a defesa da terra, da moradia, da vida das mulheres, paz e soberania popular.
“São pautas fundamentais que foram aprovadas pela construção do Grito dos Excluídos, e que marca esse 7 de setembro, que marca a independência do Brasil, mas que não temos ainda a emancipação social do povo trabalhador, que vive na miséria e excluído das riquezas produzidas. Minas Gerais é um estado muito rico, mas que convive com muita desigualdade social. Por isso, nós temos compromisso com a pauta do Grito dos Excluídos”, disse.
Para Rafael Duda, candidato do PSTU, o “grito” é um evento fundamental para discutir a soberania do país. Ele cita, por exemplo, o interesse estrangeiro em minerais críticos no estado e reafirmou a promessa de reestatizar as principais empresas de mineração.
“Nas terras raras, temos que de fato ter o controle sobre essa riqueza, desde o seu processo de extração, até o seu processo de beneficiamento. Não dá para ser assim, não dá para ser negociado com Trump, muito menos entregar pro imperialismo norte-americano. Por isso que hoje, o dia 7 de setembro é muito importante para resgatar a nossa soberania”, declarou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.




